quinta-feira, janeiro 23, 2014

A Sepultada Estrada "Romano/Medieval"!

Por baixo deste buraco, existe uma "calcada romana"!
Por principio não gosto chorar pelo leite derramado, gosto muito mais de tentar tudo, para que se não derrame!
Mas como infelizmente, o leite já se anda a derramar há muito tempo, não me pude conter de deixar por escrito, algo que, a mim que adoro historia e tudo quanto a ela esteja relacionada, diz respeito!
Tudo tem que ver, com estes enormes "buracos", existentes numa avenida construída há relativamente pouco tempo, na "nossa" vila de Fornos de Algodres!
Sem querer apontar a culpa a ninguém, porque também neste caso, creio que vai morrer solteira, como e praticamente normal, na minha querida Pátria. Não posso no entanto deixar de pensar, que existiu ai uma enorme falta de profissionalismo, de todos os envolvidos nesta obra, porque algo deste género, não se explica unicamente pela natureza ou quanto a ela diz respeito!
Mas o que mais me custa e custou, e isso, desde que esta obra foi delineada, e que e precisamente nos lugares onde ela tem aberto estes buracos, que ficou sepultada uma calcada romana, que seguia em direcção a outro troco que existe junto a Fornos Gare, e que outrora pertenceu a "estrada romana", que atravessava a "Ponte de Juncaens", e dai seguia para Linhares da Beira!

Escrevo isto hoje com magoa, por nunca me terem dado nenhuns ouvidos, e este facto ate já ter originado, que pessoas ligadas a área arqueológica, afirmem que o troco referido junto a A25, perto de Fornos Gare, faz parte do outro que se encontra junto a Capela da Senhora da Graça. Quando nem a preciso mais do que ler a monografia: "Terras de Algodres", Pinheiro Marques, 1938, para sabermos que, enquanto uma ia em direcção a Serra da Estrela (Linhares da Beira), a outra seguia na direcção de Figueiró da Granja e dai para Celorico da Beira, pela Ponte da Lavandeira!

domingo, janeiro 19, 2014

S. Sebastiao, o "Martele" (Martir)!

Hoje já em Portugal e amanha, aqui onde me encontro a escrever, dia 20 de Janeiro, celebra a nossa Igreja Católica Apostólica e Romana, a festa canónica do Mártir S. Sebastião!
Na minha "terra d'Algodres" e um santo de muita devoção, e estou praticamente seguro que não existe nenhuma das nossas paroquias, que não tenha, mais ou menos antiga, uma imagem deste Santo.
S. Sebastião, o "Martele", como dizia o nosso povo, foi um soldado romano, dos primeiros tempos do cristianismo, que caiu em desgraça devido ter assumido a fé de Cristo, tendo sido martirizado cravado de flechas, e, como o julgassem morto, os seus carrascos atiraram-no ao rio, mas foi dai salvo por Santa Irene. Ao fim de restabelecido, apresentou-me novamente ao imperador Diocleciano, que o mandou espancar ate a morte!
E considerado na nossa sub-região, por patrono dos soldados, e em muitas das festividades que em sua honra se celebram, e usual ser levado em seu andor, pelos soldados naturais ou amigos da localidade festiva.
Era, e creio que ainda e isso, que acontece na Vila de Figueiró da Granja, terra dos meus antepassados e que eu considero também minha, onde se vai festejar no próximo fim de semana.
Para alem de Figueiró da Granja, S. Sebastião e padroeiro da paroquia da Maceira, da capela outrora, igreja do Ramirao, e, como referi, existe em todas ou quase todas, as igrejas e em muitas capelas, do Município de Fornos de Algodres.

As fotografias que apresento, e que obtive da pagina do "Facebook", de Vila de Figueiró da Granja. apresentam a pequena capela desta veneração, que foi edificada em 1880, em substituição de uma outra maior e mais antiga, embora com menor pé de alto, que tinha um pequeno adro e uma escadaria frontal, e, que foi demolida nessa altura, para a construção da estrada nacional 330, (Pinheiro Marques, Terras de Algodres, 1938) Estrada essa, que anos mais tarde continuou ate Aguiar da Beira.
Por essa mesma altura, foi transferido da Praça, para junto a esta capela, o Pelourinho quinhentista, pela mesma razão!

Termino com uma quadra popular, muito conhecida em Figueiró da Granja!

O VILA DE FIGUEIRÓ,
JÁ TE PODES CHAMAR VILA.
TENS O "MARTELE", A ENTRADA,
E S. PEDRO A SAÍDA!

(Esta quadra tinha todo o sentido ainda no século XIX, porque de facto era junto a Capela de S. Sebastião, que ficava a entrada e, junto a capela de S. Pedro, a saída da Vila, pela antiga estrada romano/medieval, que de Fornos de Algodres se dirigia a Celorico da Beira, depois de passar o Rio Mondego pela actual Ponte da Lavandeira!)