segunda-feira, junho 11, 2007

O Turismo sera suficiente?

"Solar de Vila Ruiva"; Centro de Ferias da Inatel.
http://www.inatel.pt/Turismo/falgodres.htm

Tenho visto com algum agrado que o municipio de Fornos d'Algodres, a exemplo de muitos outros, se tem virado para o turismo e para as actividades economicas a ele ligadas. Constacto tambem a realizacao periodica de actividades desportivas, ludicas e patrimoniais, de todo do o terreno, de natureza e do ambiente, patrocinadas pelas autarquias e pelos clubes e associacoes municipais.

Sabendo-se que a agricultura e coisa do passado, que as florestas arderam na sua quase totalidade e que ate o "Queijo da Serra" de confeccao artezanal tem os dias contados, a minha pergunta e a seguinte: Sera que as actividades turisticas por si so, sao bastantes para uma economia sustentavel na "nossa terra"?

Esperava ver mais divercidade economica, pois nao gostaria que as novas geracoes, a exemplo da minha, tivessem que buscar em terras estranhas, as condicoes de vida que na nossa de origem nao conseguem.

10 comentários:

Antonio Delgado disse...

Essa do turismo é igualmente um dos muito mitos que correm por Portugal. Quando sabemos que este pais nunca desenvolveu essa area. e depois não sei se esse mito não tem que ver, com o gastar de dinheiros da CE em supostos beneficios que não são para as regiões mas para bolsa de alguns particulares. O turismo não é suficiente quando não há cultura de turismo e educação nessa area. Não é ter muitas praias e monumentos que fazem um pais turistico.

Abraço
António

Amaral disse...

Al Cardoso
pela aparência apetece passar férias em Vila Ruiva.
Boa semana

Belzebu disse...

Os custos da interioridade fazem-se sentir cada vez mais e não será só o turismo que irá impedir esta tendência. Só a conjugação de várias actividades poderá reverter a situação, mas infelizmente não parece haver sensibilidade para o problema!

Um abraço infernal e monárquico!

Sulista disse...

Estou como o Belzebu...

Boa semana e um Abraço para o AL Cardoso!

:-)

Fornense disse...

Parece que o Hotel serra da Esgalhada já se encontra em fase de conclusão prevista para o final deste ano, tal como nos diz o site do municipio (já dizia que era em 2004, 2005, 2006, ...) ao que parece já só falta mesmo colocar as telhas no telhado do mesmo.
Um executivo a brincar para uma terra do faz de conta!

Alexandre Lote disse...

amigo Al, infelizmente não sei sinceramente até que ponto este foi um bom investimento para o concelho. Gastou-se imenso dinheiro (fala-se de 1 milhão de contos, não tenho dados que o confirmem se é ou não), o que a ser verdade e perante a isenção de qualquer pagamento á Câmara nos próximos 20 anos por parte do Inatel, julgo não trazer tantas mais valias quanto as que seriam possíveis com tamanha verba. Apenas uma ideia...oxalá esteja enganado...

P.S: Mesmo assim devo referir que o investimento permitiu aumentar a empregabilidade no concelho, a minha questão é simples...O Investimento a ser desta grandeza e tendo proporcionado 20-25 postos de trabalho pode ser considerado um bom investimento?

Desafio-o a dar a sua opinião!

1 abraço

A. João Soares disse...

Caro Albino,
Um dia na década de 60, o professor Manuel Jacinto Nunes, falando de desenvolvimento, disse que o turismo é fêmea, tem caprichos, com oscilações grandes e imprevisíveis. Não é aconselhável assentar nos turismo o desenvolvimento do interior. Como atrair de forma sustentada um fluxo turístico que dê riqueza a todo os habitantes? Como ocupar de forma agradável os turistas todas as horas do dia, de forma a que queiram voltar e vão contar aos amigos coisas que os façam vir cá?
Estamos na era da informática e da Internet, porque não apostar em pequenas empresas de software? Ou outras actividades que possam exportar serviços e obter dinheiro?
O que é preciso é puxar ela imaginação. O desenvolvimento é tarefa de todos e dada adianta estar à espera de genialidade da parte dos autarcas.

Abraço
João

Magno disse...

Na minha opinião o turismo deve ser um dos recursos não o recurso salvador. Nomeadamente porque sofremos com a " concorrência" de Gouveia e de Seia que se encontram como uma das chancelas da "Serra da Estrela".
Fornos de Algodres deve sim aproveitara a meu ver dois importantes focos de investimento a floresta nomeadamente no que concerne à protecção desta, e ao aproveitamento dos recursos (biomassa que esta apresenta como produtora de energia.
Ao nível de aproveitamento energético também se pode aproveitar o facto comprovado pelos nossos antepassados que o concelho é rico em potencial eólico nomeadamente nas freguesias mais altas como é o caso do moinho de vento localizado na freguesia de Maceira, o que se poderia criar no concelho uma autonomia a nível electrico.
Com tanto campo abandonado de Oliveira poderia - se também seguir o exemplo espanhol de produção do bagaço de azeite que serve de combustivel a muitos veículos agrícolas e não só!
Outro facto importante relaciona -se com o facto de o concelho ser rico em cogumelos que não servindo para alimentação podem ser aproveitados para a industria farmaceutica, veja se o exemplo espanhol.
Talvez aquele que neste momento já existe na prática, mas que no entanto tem muitas dificuldades em se afirmar prende - se com o facto de potencializar a produção de queijo!
No entanto a produção de qualidade exige padrões de produção que requerem muito investimento, factor esse que não tem contribuido para um mair dinamismo desta actividade no concelho.
Para tal é necessario vontade humana, e economica para pôr estes projectos em prática, esta vontade deve partir de todos os actores locais da região, do estado e dos próprios emigrantes que pretendam de alguma forma contribuir para o desenvolvimento do concelho!
Um abraço,
Magno.

al cardoso disse...

Que magnificas ideias foram apresentadas pelo amigo Magno, faco votos que possam ser aproveitadas pelas nossas gentes!

MRelvas disse...

Caro Al Cardoso, o turismo é uma miragem em Portugal, quanto mais no interior profundo!

Aqui no norte, no correr maravilhoso do Porto a Velança há meia dúzia de hóteis a que se pode dar esse nome...Com praias magníficas, um pouco ventosas, mas lindas e com verde de fundo, vendo-se na zona das praias pinhal e montanha.

O turismo no Algarve é feito de bons hoteis, para uma classe mais previligiada e o restante são aldeamentos que começam agora a melhorar, mas na sua maioria são velhos, sem pessoal qualificado. O mesmo se passa na restauração.Os acessos não são os melhores,mesmo maus nalguns casos.

O que atrai aqui os turistas? O tempo, apesar de alterado, ainda dos melhores da Europa,as paisagens, a simpatia do povo, mas sobretudo o preço.O preço que para a maioria dos portugueses é caro, é ao mesmo tempo para os estrangeiros -Barato!

Os estrangeiros com menos poder de compra, o turismo pé descalço encontra boas razões para se deslocar ao Algarve.

Em relação ao interior beirão, o grande problema está na sua desertificação. O turismo não é solução.Seria uma agricultura apoiada num projecto regional assente em duas ou três culturas de índole comercial, que servisse para fornecer a produção de fábricas,dando como exemplo a baterraba -açucar!
A axeitona -Azeite...acentuando a produção do queijo da Serra com incentivos à formação e crédito para o desenvolvimento consertado de uma região. Os campos encher-se-iam de culturas novamente,de ovelhas, vendendo á cooperativa/fábrica toda a produção a um preço igual para todos, mediante um contrato de salvaguarda para ambas as partes.

Isto é apenas uma ideia,pois vejo no país quem tem bem piores e são ministros!!

Abraços e passa pelo meu blog, pois um bloguista conhecido foi constituido arguido...

MR