segunda-feira, janeiro 22, 2007

Porque nao, associativismo ou cooperacao?

Um pequeno exemplo de terras ferteis e quase abandonadas, junto a Ribeira das Forcadas!

Porque como ja me chamam "cota", pois ja passei das cinco dezenas de anos, ainda me recordo de ver todos os pedacitos de terra aravel (ou cavavel) cultivados, tambem me lembro dos tempos, em que toda a terra que nao era cultivavel, era florestada, pelo que a minha regiao era das mais verdes do Distrito da Guarda, tanto de inverno como de verao.

Felizmente ou infelizmente, depende do ponto de vista de cada um, nestes ultimos trinta anos tudo mudou. Ja nao e rentavel, devido a escassez e elevado custo da mao de obra, cultivarem-se todas essas terras, coisa que compreendo muito bem.

Tambem entendo que em moldes rentaveis e modernos, muitas das terras outrora cultivadas, nunca mais o seram e a essas, estar-lhes-a reservada a floresta.

Mas o que eu nao entendo nem aceito de bom grado, e ver vales fertilissimos e cheios de agua, ao abandono e sem produzirem absolutamente nada.

Tenho conversado ultimamente bastante com espanhois e principalmente com "galegos" e sei a razao do sucesso da sua agricultura.

Como saberam a Galiza, tal como Portugal e uma regiao montanhosa e onde a terra esta repartida por muitos minifundios, ora qual foi a accao que eles tomaram para rentabilizar a terra?

Foi a associacao e o cooperativismo. Juntaram-se as pessoas de varias aldeias, mediram a terra que cada um possuia, formaram associacoes cooperativas que cultivam as terras com productos rentaveis para cada area, com os mais modernos meios e equipamento. Semeiam, colhem, embalam, transformam e vendem directamente, aos grandes armazens ou superficies comerciais sem haver intermediarios.

Ora uma agricultura nestes moldes e rentavel para toda a gente, porque depois de se contabilizarem as despesas, o lucro e repartido de acordo com a terra que cada um possuiu.

Portanto pergunto agora, porque razao nao fazemos nos o mesmo?
Isto tanto podia e devia ser aplicado na agricultura, como na floresta. Mas nao, somos individualistas demais e preferimos ver "terras de milho e batata" cheias de giestas, enquanto culpamos os varios governos pela nossa pobreza.

Aos governos tanto nacionais como locais, compete dar-nos condicoes de vida como; vias de comunicacao, infraestruturas publicas para uso comum e prover educacao e saude. Todo o resto devia partir da iniciativa individual de cada um, ou da associacao dos varios cidadaos.

Muito gostaria de ainda voltar a ver, as nossas terras ferteis produzir riqueza para todos!

9 comentários:

Luis Almeida Pina disse...

Amigo Cardoso, o problema de Portugal, é que os portugueses, habituaram-se a nada fazer, e a viver do ar, ou melhor, a viver das visitas ao Assistente Social, das Câmaras Municipais, ou das Segurança Social, e conto uma pequena história de uma Terra bem perto da nossa; "um senhor com uma família enorme, vivia numa quinta, cheia de condições, com um grande rebanho de gado, e aos fins de semana ele e quase toda sua familia, entegravam a banda de sua terra, nunca ninguém ouviu dizer por lá que esta familia passava mal, bem pelo contrário, até que veio o rendimento mínimo, ai entregaram a quinta, venderam o rebanho e vieram para a casa que tinham na Aldeia, e a partir desse dia, passaram a ser pobres, pobres de ispirito, e passaram todos a receber o referido rendimento mínimo". Este amigo Cardoso é o nosso Portugal presentemente, terras que cultivem as ervas e que escondam com os seus matos, a caça para que os amantes da caça, nos fins de semana possam se divertir.
Um abraço

Anónimo disse...

«cooperativas..que semeiam, colhem, embalam, transformam e vendem directamente, aos grandes armazens ou superficies comerciais sem haver intermediarios.»

Eia lá que isto até me faz lembrar os tempos da Reforma Agrária!
A Terra a quem a trabalha!!
Mai nada! ;-)

Abraços

Anónimo disse...

Opsss...a anónima sou eu,
a Sulista ;-)

al cardoso disse...

Caro Luis:

Realmente esse e parte do problema.
Eu ate nao sou contra o rendimento minimo o la como lhe chamam, para as pessoas mesmo necessitadas, sempre que esse subsidio tenha contrapartida servicos a comunidade, como limpar as ruas e valetas, ou as matas municipais por exemplo.
Porque tudo quanto vem de graca ninguem lhe da valor nenhum.
Caso assim fosse talvez nao houvesse tantos "necessitados"!!!

Cara Sulista:

O principio e quase igual, mas neste caso ninguem perdia o direito a terra, e as cooperativas se fossem bem geridas e nao houver "chicos-espertos" produzem riqueza para todos.
E se eu lhe disser que na Galiza, impuseram uma lei em que todo aquele que a nao trabalhar perde direito a ela!!!
E sabe, ate nao estao a fazer nada, que o nosso Rei Fernando nao tivesse feito no seculo XIV.
Estou convicto que se os politicos
se consultassem mais a nossa historia, encontravam nela solucoes para muitos dos nossos problemas, e podiamn ate aprender a nao cometer os mesmos erros passados.
Mas para isso necessitamos de "Estadistas", que coisa que nao consigo ver em nenhum politico atual!

Um abraco aos dois.

wicky disse...

acende uma vela !...

Chanesco disse...

Caro amigo AL

Comprendo a sua indignação e, ao mesmo tempo, partilho da opinião de Luis A Pina quanto ao subsídio aos carenciados.
A meu ver(e isto poderá ser uma atoarda, mas é o que sinto) o problema está nos lobies que considero divididos em duas partes.
1- Os lobies internos que canalizam uma grande parte dos investimentos para obras de construção civil em infra-estruturas de necessidade duvidosa.
E o pouco que sobra para o sector primário, é para os amigos.
2 - Os lobies que influenciam a UE no sentido de previligiar a agricultura dos países ricos, invadindo-nos depois com os seus produtos a preços imbatíveis (subsidiados) aniquilando por completo a iniciativa dos nossos produtores.

Posto isto, a pescadinha morde o rabo, dando-nos vontade de desabafar:
Trabalhar para quê? Para aquecer?

Um abraço raiano

antónio disse...

Tenho lido o que se passa por aqui e o que era preciso para fixar as pessoas na nossa terra que eu gosto muito era fazer uma zona industrial com condições para aí se poderem instalar algumas fabricas não eram preciso grandes mas sim pequenas e médias empresas para os jovens não precisarem de ir para fora, não são precisas firmas grandes pois quando fecham ficam centenas desempregados por
isso é que eu defendo as pequenas e medias. Mas para isso é preciso criar condições é preciso seguir os bons exemplos de outras Camaras que criam condições,fazem as infraestruturas para as empresas se poderem instalar, não é ficar á espera que venham investir para depois se fazerem as obras nessessárias.
Desculpa este pequeno desabafo,embora também concorde com as outras ideias mas que não são o suficiente para fixar a juventude
António Cardoso

António disse...

Continuando com o meu desabafo. O interior está a ficar deserto, mas na minha maneira de ver é isso que quer o nosso governo pois não se faz nada para fixar as pessoas! Pois são as maternidades que fecham, isso ainda era o menos,mas as urgencias e os SAP nos centros de saude fecharem por motivos económicos desde quando a saude tem que dar lucro?quanto vale uma vida?ao fecharem os SAP uma pessoa que lhe podiam prestar os primeiros socorros em 15ou 20 minutos tem de se deslocar 40 Km ou mais depende,em casos graves a primeira intervenção pode significar a vida ou a morte.
Porque não se corta aonde se devia cortar?Nos gestores de empresas publicas nos seus assessores de empresas que foram criadas só para arranjar o lugar para mais um amigo,é o desgoverno que nós temos!Mas que não é só de agora,em Portugal á 4 classes sociais os muito ricos os politicos que têem sempre lugar assegurado quer estejam no governo ou não a classe média e os pobres cada vez mais pobres.Já vai longo este meu desabafo um abraço mano e para todos os que por aqui andam
António Cardoso

joao oliveira disse...

saudações de terras de tavares
temos que lutar pela defesa das nossas terras, divulga-las, fazer com que nos ouçam, mostrar o que temos de melhor, o interior tambem é PORTUGAL.
Obrigado pelo comentário em terrasdetavares
um abraço