segunda-feira, agosto 06, 2007

As "Zonas Industriais" e o "Seminario!!!

Estou convicto que a razao principal, do continuo fluxo de saida de gente do concelho de Fornos, nos ultimos cinquenta anos, tem sido a falta de visao de futuro por parte dos dirigentes municipais.
Anteriormente a celebre revolucao de Abril, provavelmente nao se podera imputar grandes responsabilidades aos autarcas, pois eram uns puros "verbos de encher'. Mas o mesmo nao se podera ou devera dizer de entao para ca, porque comecaram a ter dinheiro e liberdade para modificar as coisas.
Depois dos anos de inacao, durante os quais outros municipios como por exemplo; Celorico e Aguiar, se comecaram a desenvolver, parecia que com a "chicotada partidaria" (por ca tem sido sempre o mesmo partido no poder!) algo iria mudar. De facto mudou; investiu-se muito em infraestruturas necessarias, imaginando que com elas se iria estancar o despovoamento, mas embora elas sejam necessarias e desejaveis, o mais importante e a existencia de empregos, ( queria dizer trabalhos) porque sao eles que retardam e ate eliminam, o desejo de ir para outras paragens.
Vou apresentar um exemplo do que parecia comecar bem e nao se concretizou: "A(s) Zona(s) Industriais"; a primeira que nasceu devido a mente de abertura de alguma geracao mais nova, junto a "Quinta do Alemao" ainda que tenha tido um inicio que parecia promissor, e para alem de dispendio de verbas mal aplicadas nos ultimos 25 anos, nunca se tornou num verdadeiro polo de desenvolvimento. (nem a capelinha de S. Judas Tadeu, suposto padroeiro da industria, nos tem valido!!!)
Enquanto muitas autarquias, oferecem enormes vantagens em verdadeiras zonas industriais para futuros investidores, nos por ca passadas quase trez decadas, nem uma rede de aguas e saneamento em condicoes ai temos, temos uma rede electrica deficiente e nem as ruas temos pavimentadas.
Entretanto e enquanto tudo isto acontece, toca a gastar noutra "pretenca zona industrial de Juncais", para a qual prevejo futuro semelhante.Vai-se gastando verbas em obras de fachada, que tambem fazem falta, mas deviam estar numa segunda linha de prioridades!
Continuam a existir oportunidades e ideias, que a serem aproveitadas bem podem fazer a diferenca, mas enquanto nao se mudar de rumo de pensamento, nao prevejo grande futuro para Fornos e seu concelho.
Entre as novas oportunidades, existe agora o encerramento e previsivel alienacao do Seminario por parte da diocese.
Faco sinceros votos, que esta oportunidade seja aproveitada, e possa ai existir brevemente um polo de desenvolvimento com resultados, que se traduzam em trabalhos para a gente concelhia e ate da regiao.
Ja em 15 de Marco, apresentei uma ideia para esse desaproveitado espaco, provavelmente sera utopica demais, mas pelo menos e uma ideia, fico a espera de outras mais, por parte dos meus amigos leitores.
Que anteveem possa ser instalado na "Quinta do Seminario"?

11 comentários:

Vagamente disse...

Bons dias amigo Cardoso, li com muito cuidado o seu artigo, apenas lamento a falta de visão dos que andam arrastar este belo Concelho no abismo, penso que o meu bom Buda terá um castigo para estes senhores, que apenas têm feito asneiras nestes muitos anos que por lá estão.
Quanto ao Seminário, e ao que oiço pelos cantos da Vila, é que a venda do mesmo reverte para a construção de uma casa de apoio a mães solteiras na Vila do Sátão, pergunto o que fazem os responsáveis autarcas do nosso Concelho, nada fazem, porque outros já teria junto do Bispo de Viseu, mostrado o seu desagrado nesta solução e dado a entender que as instalações do Seminário são as melhores para a educação e reinserção na sociedade dessas Mulheres.
Um abraço amigo Cardoso
Luis Almeida Pina

al cardoso disse...

Caro Luis:
Longe de mim querer dar licoes ao senhor bispo, sobre o que se devia fazer no seminario, tambem nao me choca muito o facto de investirem o dinheiro da venda do seminario noutro concelho. So espero e que o ou os compradores, possam usar essa compra para ai realizarem um investimento que gere trabalhos e riqueza para o nosso municipio.

Um abraco de amizade.

A. João Soares disse...

Já não me recordo bem da sua proposta, mas creio ter sido de criar aí um centro de formação profissional com interesse para a região e o concelho. Um bom centro de ensino para formar quadros intermédios de empresas e trabalhadores bem preparados. Esse centro, a funcionar bem, poderia formar pessoas para outros concelhos e ser muito útil para a região centro, como uma importante mola impulsora para o desenvolvimento económico.
É preciso as pessoas da autarquia pensarem em conjunto e extrair daí a melhor solução.
Abraço
Do Miradouro

M R disse...

O seminário é um espaço físico que deu muito ao concelho.

Agora, com a crise de vocações, associada á crise monetária que afecta a Igreja, leva ao seu alienamento.

Seria bom que a autarquia aproveitasse o espaço,para o desenvolvimento regional, sem esquecer o seu património.

Tenho dúvidas que assim seja!

Cumprimentos

Mário Relvas

Magno disse...

Amigo Al, existe uma pessoa no meu projecto que defende o seminário como localização do projecto que lhe falei!
Qual é a sua opinião!
Mais uma vez admiro a sua análise, e paixão pela sua terra, cada vez mais o seu "olhar" no concelho nos enche de orgulho!
O Amigo Al, é o perfeito exemplo de um emigrante, com um papel activo no futuro desenvolvimento de Fornos de Algodres.
Magno.

greentea disse...

na selecção da maior árvore não se especifica qual , pode ser uma qualquer - nãoo tem importancia a espécie....

Fernando disse...

Concordo com quase tudo o que escreve. Nestas questões temos que ser pragmáticos, e a verdade é só uma, não havendo postos de trabalho as populações serão obrigados a procurar o seu sustendo onde os há. Dai, que depois se assista a uma desertificação continuada.
O que acontece com Fornos, acontece um pouco por todo o distrito, tendo no nosso concelho mais impacto, talvez por ser um dos mais pequenos do distrito. Não se invertendo este cenário corremos o sério risco de Fornos de Algodres se tornar em mais um concelho de “escapadinhas”! Ou seja, estando a sua maioria da população espalhada por todo o país, vai-se tentando dar uma “escapadinha” dos locais onde habita, para, nos fins de semanas se tentar vir até Fornos seja em lazer ou simplesmente para rever a família.
Gostava muito que esta situação se invertesse, mas não se vislumbra a luz ao fundo do túnel, pois nestes casos a boa vontade de cada um é capaz de não chegar.
Abraço

joão oliveira disse...

Ola amigo Al Cardoso.
Lembro-me de ter ido duas ou três vezes ao seminário de Fornos em confraternização com outros jovens.
Houve vários alunos de Chãs de Tavares que iam para lá estudar, não sei se tinham aulas l´ou nas escolas publicas, mas eram seminaristas.
É uma pena que tenha fechado, mas penso que um museu, ou qualquer instituição de solidariedade, tudo o que seja uma mais valia para Fornos de Algodres, que bem merece.
um abraço desde terras de tavares.

Anónimo disse...

O SEMINÁRIO E QUINTA PODERIA SER APROVEITADO PARA UM HOTEL! PODERIA SER MUITA COISA O QUE INTERESSAVA É QUE SERVI-SE PARA DESENVOLVER O NOSSO CONCELHO! ESCOLA PROFISSIONAL, HOTEL, LAR PARA MÃES SOLTEIRAS, LAR PARA IDOSOS, CLINÍCA FISIOTERAPIA E TANTAS OUTRAS COISAS HAJA IDEIAS VONTADE E DINHEIRO SERÁ QUE VAI ACONTECER ALGUMA COISA DE BOM POR AQUI? ESPERO QUE SIM!
ABRAÇO
António Cardoso

Alexandre Lote disse...

Amigo Al, aquilo que se passa no seminário é uma verdadeira incógnita! Nem a diocese sabe muito bem o que fazer do espaço,no entanto deixo aqui a minha previsão...

A meu ver será criado um empreendimento de habitação turística.

Acaba por ser o mais lógico e adequado face ao espaço que ali existe, sendo que se o mesmo tivesse restauração de qualidade sería outra mais valia...

Esperemos...mas é esta a minha previsão!

Anónimo disse...

As mentes moldam as culturas que por sua vez moldam as actividades de cada um.
Nessa terra de montes e vales, penso que haja conhecimento...
Contudo, falta a dinâmica, essencial para projectar a vila, para que esta tenha uma maior capacidade de absorção do risco inerente ás nossas preocupações. É um problema estrutural e transversal.