quarta-feira, junho 23, 2010

Monumentos a Santos ou a Figuras Publicas?!

Creio que hoje vao-me cruxificar e provavelmente, nao vao entender aonde quero chegar, mas ca vai.
Tanto quanto sei, na "nossa" republica, que ufanamente estao a celebrar os cem anos, existe a lei da separacao entre a igreja e o estado, onde este nao se deve meter na igreja, nem esta nele!
Vem isto a proposito da inauguracao em anos recentes, de inumeros monumentos religiosos em lugares publicos do nosso municipio (D'Algodres). Que me lembre nao vi nenhum, homenageando figuras publicas do nosso passado historico.
Ate na homenagem merecida, que foi feita ao Marquez de Tomaz, so lhe deram direito a um busto no interior do edificio da camara, quando penso eu, merecia-o numa praca ou largo da nossa terra!
Nao tenho nada contra o Coracao de Jesus, Nossa Senhora de Fatima, ou outros santos, muito pelo contrario, eu ate vou a missa regularmente e tenho a minha fe.
Mas gostava muito mais de ver em seu lugar, monumentos; ao Dr. Antonio Menano que deu a conhecer Fornos pelo mundo, ou ao Monsenhor Pinheiro Marques, ou ao Concelheiro Lopo de Abreu, ou ao Rei D. Diniz que deu forais a Fornos e a Algodres, ao Rei D. Afonso III, que deu foral a Matanca, por exemplo. Ha ate muitas mais figuras no nosso passado, mas estas foram as que neste momento me ocurreram!
Muitos dos que me lerem decerto nao concordaram, mas estou convicto, de que os santos sao para estar nas igrejas, ou para virem em prossicao pelas ruas, nao havendo necessidade de dedicar-lhes monumentos em lugares publicos!

3 comentários:

Alexandre Lote disse...

Amigo Albino, concordo consigo! Seria até uma forma de fazer entender aos nossos jovens que esta foi e será uma terra de gente humilde mas GRANDE!

Abraço

aluap disse...

Concordo 100% consigo Al Cardoso! Com o devido respeito, tal como diz o povo “cada macaco no seu galho”.

Um abraço daqui para aí

JPCLEMENTE disse...

Concordo plenamente consigo, caro Al. Cardoso! Hoje, os nossos jovens necessitam de referências locais. Realmente a história repete-se. Hoje vivemos ainda um teocentrismo. Há que começar a acreditar no ser humano local, começando por reconhecer aqueles que deram algum contributo para o progresso e divulgação das terras de algodres. Quando se passou a reconhecer as potencialidades do ser humano, as sociedades evoluiram.
Um abraço amigo