segunda-feira, outubro 23, 2006

"A PROVOCACAO" ou ideias para a reorganizacao do territorio.

Sempre com o economissismo em mente e para poder levar adiante OTA's e TGV's, este governo presidido pela "socratissima persona", ja comecou a balbuciar uma reorganizacao do territorio, nela incluindo a extincao de concelhos e freguesias, que suas excelencias nos modernissimos gabinetes da capital, decidem que tem que obedecer a um certo numero de habitantes.

Ora eu que gosto de provocar discussao, gostaria que em vez de se extinguirem freguesias e concelhos, cegamente e com criterios baseados unicamente em numeros, se fizesse uma verdadeira regionalizacao e reorganizacao, corrigindo muitos dos erros cometidos em meados do seculo XIX.

Entao e aqui, que comeca a verdadeira provocacao, aos meus amigos das "Terras de Tavares, Azurara e Castendo", e nao so:
O que eu creio, que se deveria fazer a concelhos como o meu, (que qualquer pessoa concordara, nao estar geograficamente bem delineado), era nao extingui-los satisfazendo vontades alheias as populacoes residentes, era sim reorganiza-los agregando-lhes freguesias muito vizinhas, ou retirando para outros algumas mais longinquas, e que fossem mais proximas desses municipios.
Com isso prestava-se um muito melhor servico as populacoes, que e para isso que existem as autarquias.

Talvez existam pessoas ligadas ao passado, que sejam contrarias a este meu ponto de vista, mas podem crer, que os habitantes de outros concelhos, incluidos nesta minha ideia, teriam muitissimas mais vantagens que prejuizos, com esta modificacao a comecar pela distancia.

Talvez ate se pudessem e devessem incluir outras mais, mas o que eu advogo e a inclusao no municipio Fornos; de Varzea de Tavares e S. Joao da Fresta do concelho de Mangualde, Antas e Matela do de Penalva do Castelo e Vila Franca da Serra do de Gouveia, enquanto com Aguiar da Beira se faria uma troca entre Queiriz e Forninhos.

Para terminar, agora ja para os meus conterraneos, quero colocar a seguinte ideia: Se em todo o Portugal so existe uma unica vila sede de concelho, com o toponimo: "Fornos", para que e necessario o complemento "Algodres" nesta localidade?
Faria muito mais sentido esse complemento nas freguesias outrora pertencentes aquele antigo concelho, que tendo toponimos iguais a outras vizinhas, o podiam e deviam usar para se localizar e se identificarem melhor, exemplos: Cortico, Muxagata, Vila Cha e Maceira.

Por isso e simplificando, sou a favor de um "concelho de Fornos" mais coeso e central, sem o "Algodres", pois ate tinta se poupava, cada vez que tivesse de escrever-se este toponimo.

PS: (quer dizer "post scriptum", nao Partido Socialista!!!)

Esta entrada era para ser ilustrada com um mapa, mas devido a minha azelhice, nao o consegui colocar, ficara para uma proxima.

9 comentários:

Anónimo disse...

A provocação é interessante. É possível e desejável que a nova organização territorial seja feita tendo em conta as antigas organizações territorias ed novos critérios à luz das novas realidades. Não sei se S J da Fresta e Vila Cova de Tavares sempre pertenceram ao antigo concelho de Tavares. Penso que sim, não investiguei. Mas se assim foi porquê desmembrá-las do actual concelho de Mangualde que engloba a totalidade do medievo concelho de Tavares? Não me parece que faça muito sentido. É certo que a distância que separa estas localidades da sede é grande, ficariam bem mais perto de Fornos, sem dúvida, mas Fornos fica mais longe de Lisboa que do Porto e nem por isso se reclama que seja o Porto a Capital do País.Aceito, amigo Al todas as discussões sobre a matéria, porém vai ser muito complexo e será muito dificil chegar a um consenso nacional sobre a fusão de freguesias e concelhos. A primiera tentativa de regionalização de à poucos anos atrás incluia Viseu, Aveiro e Coimbra numa Região chamada Beira Litoral. Se fosse avante adeus Beira Alta e Viseu deixava de ser capital da Provincia a que natural e históricamente pertence. Conforme me forem surgindo mais argumentos virei aqui expressá-los. Para já voto contra a sua proposta.

CMatos disse...

São discussões muito complexas, mas não me parece que a proximidade seja razão só por si para mudar freguesias dos concelhos a que pertencem. Se assim fosse também faria mais sentido se Gouveia pertencesse a Viseu em vez de à Guarda, até porque neste momento tem melhores acessibilidades, penso eu. E depois teríamos de discutir também povoação a povoação. Na freguesia de Santiago, se calhar a povoação de Contenças de Cima fica mais perto e com melhor ligação a Abrunhosa do Mato do que a Santiago e nem por isso me parece que as gentes de lá aceitassem isso, pois estão ligados por uma vida a Santiago.
Já agora, e porquê Fornos não se mudar para o Distrito de Viseu, ficava, muito mais bem servida e a distância deve ser a mesmo, até com vantagem para Viseu.
Mas não, também sou contra!

al cardoso disse...

Caros amigos Tsfm e Cmatos:

De facto tanto a Varzea de Tavares como S. Joao da Fresta, tanto quanto sei sempre pertenceram ao concelho de Tavares, portanto historicamente falando quando da extincao daquele concelho sempre pertenceram a Mangualde. Acontece que (e esta e so a minha opiniao) deveriam colocar-se os interesses das populacoes acima de erros historicos, mais ou menos longinquos.
No que toca a Fornos de Algodres e Gouveia pertencerem ao Distrito de Viseu eu sou a favor 100%, e olhe que ja foi essa a direccao tomada aquando da constituicao da Grande Area Metropolitana de Viseu, que D*us haja.
Ja teram reparado que o que eu defendo, e pura e simplesmente a extincao dos Distritos e formacao de Reguiao da Beira, com Aveiro, Viseu, Coimbra, Guarda, Castelo Branco (estou a falar em distritos) e ate Leiria.
E ate para capital dessa regiao, uma cidade de menor tamanho, que tal Oliveira do Hospital? Ate e central.
Se essa regionalizacao for feita deixaram de fazer tanto sentido as divisoes distritais e passara a talvez a lutar-se mais pelas pessoas e suas conveniencias.

Bem hajam pelos comentarios.

José Miguel Marques disse...

prometo passar aqui com mais tempo para dar a minha opinião, mas agora não é possivel

pistoleiro disse...

É de facto um tema delicado, o qual não se pode analisar de animo leve, nem ter em conta exclusivamente numeros, pois mais importante que os numeros é a cultura, a socialização que cada povo tem, depois de se ponderar estes e outros itens, aí sim deve talvez ver os numeros, para que se possa discutir a forma como agrupar as aldeias e suas freguesias.
De facto S. João da Fresta e Varzea de Tavares, pertenceram ao concelho de Tavares( no meu ultimo post de meu blog tambem falo no concelho de Tavares), se mudarem para o concelho de Fornos, não pertencariam ao mesmo concelho como também mudavam de distrito. É um assunto para se conversar à mesa,... parabens pelo blog

ppn disse...

caros

pensava que já cá tinha deixado um post, mas afinal dão ficou online.

Eu tenho uns documentos da reforma administrativa de 1834 sobre as vontades das várias freguesias de tavares. são documentos muito interessantes.

amanhã ou 2ª feira com mais tempo digo aqui o que eles dizem.

um abraço

al cardoso disse...

Caro Pina Moura:
Como sabe os seus comentarios interessan-me, ou nao seja o meu amigo das "Terras de Penalva" nossas vizinhas.
Ca ficamos a espera desses documentos.

Um abraco e bom fim de semana.

antonio disse...

É uma questão complicada que mexe com questões históricas e não só, mas se tivermos apenas em conta a distância,seria mais lógico pertencerem a esse concelho.´
Já dei aulas na EB1 de Torre de Tavares, para onde foram também os alunos de Vila Cova de Tavares, quando a EB1 dessa aldeia fechou e quase todos os alunos destas duas aldeias prosseguiam os seus estudos na EB2,3 de Fornos.
Há por isso grandes afinidades entre estas aldeias do alto do concelho de Mangualde e esse concelho.
Em questões de desenvolvimento também me parece que as vantagens de pertencer a este concelho, não são visíveis.
De qualquer modo e como já referi é uma questão bastante complicada que poderia eventualmente ser referendada pelas popuilações dessas aldeias.

Anónimo disse...

Obrigado por intiresnuyu iformatsiyu