sexta-feira, outubro 06, 2006

a VELHICE ou os "COTAS"

Existem muitas coisas, que quando somos jovens nos nao preocupam, ou se preocupam, e so a uma minoria. Dentro dessas preocupacoes que nos passam ao largo, nos anos "loucos" da juventude, uma delas e mobilidade.
Ha muita gente que pensa, (muitos arquitectos incluidos) que a eliminacao das barreiras arquitectonicas, so e necessaria para os chamados deficientes.
Na realidade e uma ajuda preciosa, quando se chega a idades mais avancadas, pois e muito mais facil subir determinada altura por uma rampa, que por uma escada.
E certo que isso implica por parte dos engenheiros e arquitectos, usar um pouco mais da massa cinzenta que D*us nos deu. Mas se a usar-mos nao so nao envelhecemos mentalmente tao rapidamente, como normalmente encontram-se solucoes, que muitas das vezes ate sao mais economicas.
Vem esta minha entrada, devido ao facto de na minha vila de Fornos de Algodres, se terem realizado muitas obras publicas e privadas em tempos bem recentes, sem terem em consideracao a eliminacao das tais barreiras arquitectonicas.
Talvez a maior culpa seja dos arquitectos, mas e entao o dono das obras (Camara Municipal na maior parte) nao tem sempre a ultima palavra a dizer?
E o mais grave, e que existe legislacao aprovada e para cumprir, obrigando a eliminar as tais barreiras arquitectonicas. Ora se nem as camaras, que sao orgaos publicos executivos cumprem a lei, quem a vai cumprir?

12 comentários:

O Micróbio II disse...

Dou-te um conselho... não visites a reestruturada Praça da Sé aqui da Guarda... até dói!

Pete disse...

Uma pergunta pertinente, mas que,infelizmente, no meu entender quem tem responsbilidades não lhe vai ligar a mínima.

Um Abraço e bom fim-de-semana.

ceolino disse...

Não é culpa dos Arquitectos, normalmente quando se projecta um edificio ou uma mansão assim como um jardim ou um simples passeio publico é tido em conta tudo o que possa afectar o bem estar das pessoas. O que complica é depois a sua aprovação pelas Camaras Municipais, pelos seus Engenheiros com falta de visão funcional da obra, e principalmente pela contenção de custos da praxe...

eduardo disse...

Há pouco não podia.
Mas agora posso dar um abraço ao companheiro destas andanças, e reactivar as leituras que me reservam das leituras da terra onde andei fugido.

Jofre Alves disse...

Passei por aqui para expressar o meu agrado em visitar esta interessante e atraente página e desejar bom fim-de-semana.

Sulista disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Sulista disse...

«Ceolino» tem razão: os arquitectos pensam nisso tudo nos seus projectos só que depois os engenheiros e as Câmaras, por razões de dinheiros e políticas, não cumprem. Vergonhoso!

Abraço do Sul
Bom fim de semana ;-)

Sulista disse...

...atão amigo Al CArdoso...precisa de ajuda? já sabe, é só dizer ;-)

Abraço do Sul

Fernando disse...

E o exemplo mais berrante é o próprio edificio da Câmara Municipal, que nem uma rampa tem de acesso. E quando questionad de quem de direito sobre este problema:
"- Não há problema, quando vier alguém de cadeira de rodas entra pela porta das traseiras!"
Mas o que é isto!

al cardoso disse...

Caro Jose Costa:

Ainda ir pela porta das trazeiras nao e o pior, o pior e que mesmo assim so chegar ao primeiro piso, sabendo nos que o edificio, tem mais dois pisos para cima e um para baixo, nao cre que merecia um elevador?
Seria de muita vantagem nao so para os deficientes como para os idosos que tendem cada vez em ser em maior numero.
Espero que ao menos o Centro de Ocupacional de Deficientes, seja construido sem barreiras arquitectonicas.

MORFFINA disse...

"Barreira" poderá ser o vocábulo Português predilecto ou então "prédio directo".

As mentais são as piores!

Quando a cabeça não tem juízo ...

Especialmente aqueles corpos já muito utilizados ou deficientes.

Só temos uma arma. Mas as pessoas não a sabem usar.

Abraço Beirão
MF

CMatos disse...

Pois é amigo al cardoso. Por vezes ponho-me a reflectir sobre algumas rampas, que supostamente são para facilitar... e muitas delas fazem lembrar aqueles percursos de trial 4x4 em que as viaturas só se safam com a ajuda de um guincho. É que os desníveis são tão acentuados, que duvido que alguém de cadeira de rodas os consiga subir/descer sem ajuda!
Assim, mais val nada fazer...