segunda-feira, dezembro 04, 2006

O Natal e comercio tradicional, das "nossas" cidades e vilas.

Nesta altura do ano em que as pessoas tem tendencia a dispender mais uns "euritos", seria uma boa oportunidade para o comercio tradicional das nossas pequenas cidades e vilas, abrir aos sabados pela tarde e tambem aos domingos.

Sabemos da tendencia para as pessoas se deslocarem aos grandes centros comerciais, mas tambem sabemos nem sempre e ai se conseguem os melhores precos, pelo que ao comercio tradicional deixo um recado; sejam competitivos, sejam cada vez mais atentos e cortezes, trabalhem todos juntos com campanhas e incentivos, abram aos fins de semana e veram resultados, talvez em curto espaco de tempo.

Ja agora porque estamos em epoca festiva, porque nao animacao de rua com musica e decoracoes de epoca, isto poderia ser tanto no Natal, como tambem nas outras epocas do ano.

Sao so umas simples ideias!!!

10 comentários:

aluap disse...

Gostei muito deste artigo, pois é algo com que sempre me deparo quando vou passar o Natal junto da minha família. Nunca há uma loja de rua aberta e a solução acaba por me levar a um centro comercial ou hipermercado.
O pequeno comércio, também chamado de comércio tradicional ou até comércio de rua está a perder-se, o que é uma pena:(

Luis Almeida Pina disse...

Com que então o apelo ao Natal consumista.
Bom natal em familia de roda de uma boa fogueira, comendo o fiel amigo, ou umas azeitonitas, enquanto o Pai Natal não chega com as prenditas.
Bom Natal

Anónimo disse...

Tirando o facto de ser bastante adverso ao Natal "comercial"... saliento que o comérico tradicional já está desde o passado mês de Novembro aberto aos sábados à tarde... pelo menos, aqui na Guarda, em Viseu e em Castelo Branco!

Maria disse...

Al
Idéias simples, mas tão complicadas de levar a cabo nos centros do comércio tradicional...
Então no interior acho que nem pensar.
Depois, um problema é real: o estacionamento dos automóveis.
Nas grandes cidades (e não é preciso serem muito grandes), se vamos ao comércio tradicional temos os parquímetros em todo o lado - nos centro comerciais há lojas de tudo, estacionamento gratuito ou descontável em compras (o Continente faz isso).
Penso que as câmaras municipais terão obrigatoriamente uma palavra a dizer sobre isto...
Penso eu de que...

al cardoso disse...

Caro Luis:
Entendi a deixa! Eu tambem nao sou do genero consumista, mas ja que os comerciantes tanto se queixam, deixei algumas dicas. Penso que as vezes tem e que queixar-se de si proprios, por falta de empreendorismo.

Cara Maria:

Concordo com o falta de estacionamento, issoo existe por falta de um bom planeamento, pelo menos na minha vila aconteceu.
Ja no que respeita aos parquimetros, podiam adoptar uma medida muito em voga por aqui onde resido. Como incentivo ao comercio dentro das cidades, em detrimento dos centros comerciais, os municipios nesta epoca do ano, nao cobram nos parquimetros, penso que em Portugal podiam fazer o mesmo, nao seria a falta dessas verbas durante um mes que iria por as camaras a pedir.

Fernando disse...

Como deve saber, esta ideia não é assim tão original! Lembro-me de a ter visto em Madrid no ano passado e fiquei admirado e orgulhoso por a ter visto em prática em Viana do Castelo. Espermos que não seja só no norte que há vontado de se romper com a monotonia que algumas das nossas cidades e vilas vivem!
Por fim uma ultima questão:
Para que servem as chamadas associações de comerciantes?
Abraço

Cucagaio disse...

O problema é que muitas vezes o comércio tradiconal e mesmo tradicional. O proprietário é também o único funcionário. E há que dar descanso ao pessoal, nem que seja um dia por semana.

Anónimo disse...

pois , mas na nossa aldeia nem comercio tradicional temos...mas vamos à horta buscar a s batatas e as couves e a fruta, as nozes e as amendoas e avelãs.
Na Guarda, não há iluminações de natal há dois anos porque as últimas não foram pagas atempadamente por falta de verba - o novo Presidente recusou-se a gastar dinheiros com isso , o que acho q é de louvar, O comércio tradicional tem estado aberto aos sábados e até aos domingos mas isso já não resolve a questão, porque de facto se torna mais prático ir fazer as compras todas no mesmo sitio do q andar carregado de loja em loja e por vezes as pessoas não são muito simpáticas ...nem todas, claro

Anónimo disse...

Caro Al, o caricato da situação é que acontece exactamente o contrario, os parquímetros aumentaram os preços ao ser cobrado o estacionamento em fracções mais pequenas de tempo.
Quanto ao facto de as verbas fazerem falta aos nossos autarcas,..,..., acho que caía o Carmo e a Trindade...lolol.
O facto de o comércio tradicional ter deixado de abrir ao fim de semana é justificado, os clientes sem cultura de comércio tradicional nem o conhece. E abrir as portas ao fim de semana só traria mais encargos logo é mais barato ficar fechado.

Esta semana tive a oportunidade de ficar na Covilhã durante quatro dias, constatei a existência de vários centros comerciais nascidos nos últimos anos.
Numa cidade pequena e de interior, se bem que com um interessante pólo universitário, é centro comercial a mais ', consequentemente o centro da cidade estava deserto, lojas que conheci durante anos, com clientela qb estavam fechadas, com letreiros a dizer ' mudamos para o centro comercial XPTO', ou então encerradas definitivamente...
O centro da Covilhã está morto... O comercio tradicional esta morto pelos ‘abutres’ do dinheiro que a troco do dito desenvolvimento global, matam e esterilizam tudo o que lhes aparece pela frente.

aluap disse...

O comércio, pequeno, tradicional e de rua...isto fez-me pensar que estes 3 conceitos embora parecidos, não são iguais. Senão vejamos:
Comércio Tradicional: feito de lojas tradicionais, com funcionamento tradicional. Exemplo: as mercearias, os talhos, as padarias e as drogarias. Espera-se que o dono seja o gerente e até mesmo o vendedor (funcionamento tradicional;
Pequeno Comércio: pequenas lojas, não integradas num centro comercial, mas que podem vender produtos não tradicionais;
Comércio de Rua ou de Avenida: é aquele cujas portas estão abertas para a via pública.
O comércio tradicional é comércio de rua, como o é a maioria do pequeno comércio, mas o contrário não acontece: a H&M do Chiado é comércio de rua, mas não é nem pequeno nem tradicional.
x@u