quinta-feira, abril 05, 2007

A Semana Santa e a Pascoa, em "Terras de Algodres"

Recinto da Mesericordia de Algodres, com a capela da "Senhora do Pe da Cruz".
Fotografia retirada de: http://algodres.blogs.sapo.pt


Embora sem a grandiosidade das cerimonias de Sevilha ou de Braga, tambem se realizam no concelho de Fornos, varias cerimonias religiosas e populares durante esta epoca do ano, que de alguma forma merecem algum destaque.
Dentro destas, queria sublinhar as que a Irmandade da Mesericordia de Algodres, realizam incluidas no seu "jubileu". Ai na sexta feira santa, realiza-se uma procissao, que visita os "passos" ( nichos de pedra, distribuidos pela antiga urbe) que neste dia se encontram com quadros da paixao de Cristo, enquanto se entoam canticos populares, antigos e originais desta terra, que o povo intitulou; "regrar dos passos".
Esta procissao termina no recinto da mesericordia, no qual debaixo de frondosos cedros, se encontam as tres cruzes do calvario em granito e a singela e antiga capela da Senhora do Pe da Cruz.

Na mesma sexta feira santa, mas ja durante a noite, e a vez da Mesericordia de Fornos, realizar pelas ruas da vila, a procissao do "Enterro do Senhor".
E uma cerimonia triste e lubregue, em que os irmaos da mesericordia, com as suas opas negras e de capuz na cabeca, conduzem o esquife com o "Senhor Morto" debaixo dum palio antigo de negros e dourados, sendo seguido pelo andor da "Senhora das Dores", enquanto se cantam canticos tristes e apropriados.
A passagem deste cortejo, e comum verem-se nas janelas e varandas das casas velas acesas, que por sua vez dao ainda um mais triste aspecto a esta cerimonia.

Ja no domingo de Pascoa, antes de se celebrar a missa, realiza-se pelas ruas da vila de Fornos, a triunfal "procissao da ressureicao", que termina na igreja matriz.
No final da missa inicia-se a "visita pascal", que com cruzes enfeitada de flores e ao som de campainhas, visita as casas dos cristaos que o desejarem.
Outrora era costume (faco votos que ainda seja) na maioria das casas em que se esperava o "Senhor", fazer-se a porta, uma passadeira com flores e verduras.
Nestas visitas, em que cada familia preparava uma mesa com os melhores petiscos que tinha, eram ocasiao para reunioes de amigos e parentes, que faziam questao de "beijar a cruz" nas casas uns dos outros, havendo no final convivios em que nao faltava a alegria, acompanhada os petiscos e vinhos regionais.

Na segunda feira da Pascoa e por sua vez, o dia da romaria de Santa Eufemia, na freguesia da Matanca. Esta antiquissima romaria-feira, e muito frequentada pela gente do nosso municipio sendo quase que feriado municipal. No entanto tambem a ela concorre muita gente, dos vizinhos concelhos de Penalva do Castelo e de Aguiar da Beira. Que agradavel, mesmo para os menos crentes, o comer das "merendas" debaixo dos pinheiros, em contacto com a natureza em lugar tao aprazivel.

quarta-feira, abril 04, 2007

Encerramento de Tribunais

O tribunal de Fornos de Algodres. Em frente um monumento a "Justica", coisa que espero continue a imperar, para bem das nossas gentes!

Desta vez foi o Departamento de Engenharia da Universidade de Coimbra, que decidiu fazer um estudo, a pedido e pago por quem, ainda nao descobri embora desconfie, sobre os possiveis e previsiveis encerramentos de tribunais.

Ja aqui me referi a este tema algumas vezes, mas depois deste estudo, que defende o encerramento do Tribunal de Fornos de Algodres, entre outros da nossa Beira abandonada e esquecida, nao queria deixar de dizer algumas coisitas.

Neste estudo (isto dos engenheiros se meterem na justica, faz-me matutar) refere-se a pouca quantidade de processos, para justificar os encerramentos. Quer com isto dizer-se, que as regioes com menos crime passam a ser penalizadas?!
Ora se existem menos processos e porque existem menos habitantes e, nao sera nunca com uma politica de esvaziamento de servicos, que a populacao vai aumentar!

Ouvi da boca do senhor Ministro da Justica ha algum tempo atraz, que nao iriam encerrar nenhuns tribunais, que o seria re-organizado era um novo modelo de justica, em que seriam constituidos circulos judiciais (ou algo semelhante) nos quais haveria juizes de varias areas, que serviriam nos tribunais englobados nos tais circulos e de acordo com as necessidades.

Seria um modelo semelhante a esse que faria sentido, para a nossa Beira despovoada e esquecida, porque assim continuaria a justica junto das pessoas, nao havendo necessidade que deslocar-se a outras localidades, pois e muito mais facil deslocar-se um juiz e um magistrado, do que terem que deslocar-se todos quantos estao envolvidos nos processos.

Tambem era referida na noticia destes possiveis encerramentos, que seriam constituidas brevemente areas piloto de um novo sistema de justica. Uma destas areas vai abranger as actuais comarcas de Gouveia, Manteigas, Fornos de Algodres e Satao.
Espero que estas areas piloto estejam dentro do que foi proposto pelo Ministro, que o bom senco impere, nao se encerrando um tribunal construido de raiz oito anos atraz!

quinta-feira, março 29, 2007

IMAGEM FM novo "blog"

Ja sabem os meus amigos, que tudo quanto se passa na minha terra me interessa, ora tendo portanto interesse em divulgar o que de bom ainda acontece, passo a anunciar mais um "blog" "d'Algodres", e o: http://www.imagemfm876.blogspot.com.

Como poderam depreender tem ligacoes a "Radio Imagem" que transmite em onda curta em 87.6, desde Fornos de Algodres, mas tambem na net. (as vezes) "meus links".

De acordo com o "post" inicial este blog tem o intuito de divulgar e promover, o municipio, a regiao e o distrito da Guarda.

Pois sejam bem vindos a "blogsfera" e ja se encontram "linkados", no meu humilde sitio.
Todos nunca seremos demais, para tentar engrandecer as "nossas terras" e ate talvez possamos servir de exemplo, ao site municipal: http://www.cm-fornosdealgodres.pt , que se encontra encalhado desde Janeiro ultimo.

domingo, março 25, 2007

Uma ideia diferente para homenagear o DR. ANTONIO MENANO e nao so!!!


Moras na vila de Fornos,
Teu oficio e padeira.
Tens um coracao de trigo,
Moido na mo alveira.


Nossa Senhora da Graca,
Que tantos milagres fazes.
Ando mal com o meu amor,
Senhora fazei as pazes.


Ja la vai a mocidade,
Sinto bem perto o meu fim.
Que as vezes sinto vontade,
De deitar luto por mim!

Estas singelas quadras por mim adaptadas e, que o imortal Dr. Antonio Menano tao bem interpertou, sao o mote para uma ideia, que em minha opiniao ha muito tempo deveria ter sido considerada, que e uma verdadeira e forte homenagem, a este ilustre cantor coimbrao e, a todos os outros interpertes e musicos do "Fado de Coimbra" naturais da nossa terra.

Recentemente um comentador conterraneo meu, dizia que o Dr. Menano era mais conhecido em Coimbra do que na terra que lhe foi berco, eu tambem creio que as novas geracoes ja nada sabem deste "doutor-cantor". Dizia-me tambem, que era figura que merecia por si so, um "museu" na nossa terra. Eu diria mais, nao so ele mas tambem todos quantos contribuiram, (e foram bastantes) para a divulgacao deste tipo de musica, em fins do seculo xix e principios do xx.

Ha uns anitos atraz eu pessoalmente tambem sugeri algo do genero ao nosso presidente camarario, e ate me dispuz a entregar a essa instituicao a criar, um disco original que possuo.
Para alem de uma rua com o seu nome, que ate passa desprecebida, nada original foi realizado, provavelmente por falta de verbas, (sempre o dinheiro) ou de vontades.

Devido a sua categoria e pioneirismo, na divulgacao do fado pelo mundo, (creio ate que foi quem primeiro gravou fado) ate merecia um monumento na nossa vila, mas devido a falencia economica da camara, a menos que parta da iniciativa particular, nao prevejo existencia de verba, (sempre ela!) nem para esse monumento!

Entretanto e enquanto as coisas se nao compoem, a minha sugestao era algo mais original e ate lucrativo: Uma "Quinta museu tematica, sobre o fado de Coimbra" seguindo o exemplo tao bem conseguido do "Museu do Pao" de Seia!

Num sitio moderno e interactivo, explicar-se-ia a evolucao da "Cancao de Coimbra" e dar-se-iam a conhecer nao so Antonio Menano, mas tambem os seus irmaos e muitas mais figuras da nossa terra, que tanto contribuiram para a evolucao e divulgacao desta musica encantadora.
Neste empreendimento haveria lugar a uma loja tematica, a um restaurante de comida regional, com musica ambiente, que deveria ser ao vivo, pelo menos nos fins de semana, etc, etc.

Sera que nao se conseguira encontrar um empresario, (ou varios) disposto a transformar alguma das quintas quase abandonadas ao redor da vila em algo do genero?

Com tao boas ligacoes tanto rodoviarias como ferroviarias, centrada entre Viseu e Guarda, a "dois passos" e Coimbra e Aveiro, nao muito longe de Lisboa ou Porto, mas tambem Cidade Rodrigo ou Salamanca, que impede Fornos de Algodres de aqui se implantarem projectos ganhadores?

sexta-feira, março 16, 2007

ENSINO PROFISSIONAL OU TECNICO!


E mais que sabido, que nem toda a gente tem vontade nem capacidade para o ensino universitario, tambem esta mais que provado, que o ensino que presentemente se pratica nas escolas secundarias, esta vocacionado para todos quantos querem um curso universitario e, a todos quantos nao o seguem, nao se lhes da praticamente formacao profissional nenhuma.

Ora devido a muito mas decisoes dos varios governos a seguir a revolucao, uma grande parte dos licenciados dos politecnicos e universidades, saiem deles sem um curso que lhes garanta um trabalho, (nao emprego que isso e outra coisa) e acabam por desempenhar profissoes, que nao so nao tem nada que ver com o curso que tiraram, como nao auferem nelas salarios compativeis com os anos que passaram a estudar.

E por isso urgente investir noutros tipos de ensino e, nem e necessario "inventar a roda". Um desses diferentes ensinos e um ja com provas mais que dadas, e aquele que presentemente se pratica nas escolas profissionais, herdeiras daquele ensino que os da minha geracao conheceram, praticado nas saudosas "Escolas Tecnicas", mais tarde transformadas em "Comerciais e Industriais"!

Nao e necessario irmos a outras regioes, para nos dar-mos conta da falta de profissionais em varias areas: Pedreiros, canteiros, carpinteiros, merceneiros, electricistas, canalizadores, tecnicos de frio e, isto para so me referir a area da construcao. Hoje infelizmente as novas geracoes, ja nem sequer sabem nada, de horticultura, floricultura, fruticultura ou jardinagem!

Todas estas areas que referi, mas poderia lembrar muitas mais, sao rentaveis se os jovens que nao tem inclinacao ou possibilidades para seguir cursos universitarios, as aprenderem, dedicando-se a trabalhar nessas profissoes formando pequenas empresas familiares.

Muitos dir-me-ao, que na area da construcao por exemplo, ja existem muitas empresas e algumas delas ate se encontram sem trabalho, mas eu sei e todos quantos necessitam de um profissional para pequenas reparacoes, sabem muito bem; que quando procuramos um destes profissionais, temos que pedir por favor e mesmo assim poucos sao os que se encontram e, quando se encontram vem tarde e a mas horas!

Quando eu vejo um problema normalmente encontro uma ou mais solucoes, poderam ser ou nao boas depende do ponto de vista, mas a falta de melhores ideias, vejo algumas potencialidades que podem e devem ser exploradas, se quem governa os municipios quizer criar um verdadeiro desenvolvimento sustentavel, para esta regiao desertificada de gente e de ideias.

Infelizmente ou nao, este ano escolar ja nao abriu o Seminario de S. Jose em Fornos de Algodres, pelas razoes mais que sabidas, da forma em como vao as coisas nunca mais abrira, nao so por falta de vocacoes mas porque a igreja delineou outro modelo de formacao sacerdotal.

Entao se temos este belo edificio educacional praticamente devoluto, por nao criar nele e na quinta que o circunda, uma Escola Profissional ou ate uma extencao de outra ja existente, como a de Trancoso nossa vizinha por exemplo?!

O governo tem-se fartado de apreguar, que as novas verbas do "QREN" ou la como se diz, vao ser aplicadas em projectos de formacao e que envolvam cooperacao intermunicipal, entao que estamos a espera para por a andar projectos que criam formacao e trabalhos, para que as novas geracoes nao tenham que continuar a sina, que desde ha tempo demais tem sido a da gente da nossa Beira esquecida.

Vi um dia destes, uma reportagem sobre uma escola profissional criada no Minho entre os municipios de Amares, Terras do Bouro e Vila Verde, que rico exemplo de cooperacao e sem guerrinhas intestinas. E com uniao entre vizinhos tantos anos de costas voltadas, que se resolvem os problemas e nao com projectos por vezes megalonomos ou missoes de duvidosos resultados.

Provavelmente vao dizer-me que a Igreja Catolica, nao esta interessada em ceder o seminario, mas eu estou convicto de que se forem acautelados os seus interesses e se lhe for apresentado um projecto credivel, a Igreja presentemente ja se encontra com uma outra abertura! Nao custa nada tentar nao e?

domingo, março 11, 2007

Construcao ou re-construcao?

Casas em ruina, na Rua da Torre

Vejo com muita magoa, que as zonas antigas e historias das nossas cidades e vilas, se encontram despovoadas e os predios outrora cheios de gente e de vida caiem em ruina! Esta constatavel realidade, e tambem visivel na minha vila de Fornos para nao variar.

A cerca de um ano, andei perdido pelas mais antigas ruas da vila, a procura de vestigios de "cristaos-novos", deparei entao (pois normalmente nao passo por essa area) com bastantes antigas habitacoes, num estado de ruina lastimavel. A fotografia que ilustra esta entrada e bem ilucidativa.

Isto para alem de me trazer uma tristeza imensa, fez-me pensar um pouco. Porque razao se continua a construir novos predios, deixando ao abandono e a cair aos bocados as antigas habitacoes. Havera decerto muitas razoes, mas o que se nota mais, e a voragem de consumo de betao, que vai enriquecendo uns quantos enquanto descarateriza as localidades.

Ora digam-me ca, nao se viveria com muito mais qualidade de vida, em qualquer uma destas casas reconstruidas com as comodidades da vida moderna, do que num apartamento entalado num moderno predio qualquer?

Sei que os "patos bravos", (queria dizer os senhores empreiteiros) estao muito mais interessados em fazer obra nova e nao incentivam as reconstrucoes. As camaras por sua vez tambem nao fazem o que devem, em estimular as reconstrucoes. Portanto enquanto nao mudar-mos de mentalidade, vamos continuar a ver nascer como cogumelos, novos predios de apartamentos, enquanto as zonas antigas definham e caiem aos bocados.

E que triste e, ver-mos estas casas graniticas neste abandono!

quinta-feira, março 08, 2007

Os Pequenos Pormenores!

Todas as localidades, sejam elas aldeias, vilas ou cidades, podem ser melhores ou piores, mais desenvolvidas ou menos, ou terem mais ou menor categoria, se acordo com as opcoes, o empenho, ou zelo de quem as governa.
Tambem se notam na maior parte das vezes estas diferencas, nos pequenos pormenores, que talvez por serem pequenos tendem a nao ser considerados importantes, talvez quem sabe porque nunca envolvem grandes verbas, porque todo o autarca gosta e de apresentar projectos grandiosos, que lhe encham o ego e por vezes outras coisas!

Recentemente referi-me a falta de toponimia, nas varias novas ruas e avenidas da minha vila natal, (Fornos de Algodres) na altura ate sugeri alguns nomes, que poderiam ser considerados para o efeito.
Hoje vou fazer um outro reparo, que em meu ver, ja ha muito deveria ter sido equacionado, mas antes de a ele me referir, eu que gosto tanto de historia, irei referir pararelos ainda recentes para comparar. Pois se a historia para algo vale e para copiar-mos o bom que ela nos mostra, ou regeitar as coisas mas ou menos boas.

Na primeira metade do seculo passado foi fundado no solar da familia de "Costa Cabral", o Colegio-Externato "Marquez de Tomar"; foi neste colegio, que teve a sua instrucao uma grande parte da gente da minha geracao. Era um colegio privado, portanto nem todos por dificuldades financeiras a ele tiveram acesso, mas de qualquer maneira foi durante muitos anos um marco educacional no nosso municipio.

Nos anos setenta, mas ainda durante o regime anterior, (nao sei a data exacta) foi demolida a antiga "escola primaria" de Fornos, que devido ao aumento da populacao escolar era exigua, (bons tempos em que havia mais populacao) tendo em seu lugar sido construido um "caixote" de betao e tijolo, onde se fundou a Escola Preparatoria " Concelheiro Lopo de Abreu", para cumprir a nova lei que obrigava a um ensino oficial de 6 anos!
Entretanto o antigo "Colegio" ja referido foi oficializado e, em fins do seculo passado foi edificada para substitui-lo, a nova Escola Elementar e Basica 2 e 3 mais Secundaria, de Fornos de Algodres; vulgo "EB 2 3+S".

Depois resta resumida explicacao, gostaria de fazer notar o meu reparo e ao mesmo tempo fazer algumas perguntas:
Porque razao a Escola Elementar e Secundaria de Fornos, nao tem patrono?
De quem deve partir a iniciativa para poder te-lo?
Quem objecta que ela tenha patrono?

A finalizar, eu que quando coloco questoes, gosto tambem de apresentar alternativas, gostaria de propor para patrono os nomes de: "Costa Cabral" ou de "Antonio Menano", serao talvez os nomes historicos mais conhecidos, mas ha muitos outros que poderiam ser equacionados!

Que me dizem os meus amigos?

segunda-feira, março 05, 2007

A Filarmonica "FORNENSE"

Um dia destes irei debrucar-me um pouco mais sobre o seu historial, hoje so vou fazer um pequeno reparo.
Para quando a re-ativacao da "Banda Filarmonica Fornense"?
Uma banda que tanto realce e "nome", deu ao nosso municipio nos seculos XIX e XX, merecia que alguem lhe dedica-se algum amor!
Que tal o responsavel pelo "pelouro da cultura" da Camara, ou a Junta da Freguesia, o Centro Cultural Recreetivo e Desportivo, ou, ou!!!
Dos meus conterraneos, que estam mais perto dos acontecimentos, gostaria comentarios e ideias acerca da "nossa Banda"!

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

O "Queijo Serra da Estrela" novamente!!!


Como estamos no tempo dele, vamos novamente falar do "Queijo da Serra". Como natural destas paragems serranas e residindo longe delas, todas as noticias relacionadas com a "nossa Serra" me conseguem cativar. Foi por isso que li com bastante interesse, a noticia hoje publicada no "Diario XXI", sobre Celorico da Beira e sobre o "Queijo.

Fiquei contente em finalmente o edil de Celorico, tambem ja concordar com um certame unico, para divulgacao do producto: "Queijo Serra da Estrela" e, tambem gostei de saber que naquele concelho nosso vizinho, nao tem tantos problemas para a escoacao do producto, como noutros sitios. Mas notei e isso ate ja nao e nada de novo, que Celorico concorda, sempre e quando seja este municipio o motor desse tal certame e, ele seja realizado ali.

Ora e precisamente ai que esta o busilis do problema, de facto Celorico e um grande concelho productor de "Queijo", mas nao e o unico e nunca teve a maior feira de Queijo! E certo que desde a decada de 80 do seculo passado se auto intitulou: "Capital do Queijo da Serra", (todas as terras querem ser capital de qualquer coisa) e construiu o "Solar do Queijo" que alguma coisa tem feito para divulgar o producto. Mas a divulgacao, nao pode (ou deve) ser unicamente num so municipio e os outros a reboque, tem que ser em cooperacao e em unidade entre todos os nunicipios productores, sejam eles grandes ou pequenos.

Quem ja ha anos esta a pregar contra o deserto nesta area, e o autarca de Fornos, parece que so agora lhe comecam a dar alguns ouvidos, vamos portanto e sem bairrismos bacocos, avancar com projectos conjuntos, pois ate e nessa area que apontam as novas regulamentacoes do QREM, a ultima chance que Portugal tem, para um desenvolvimento sustentavel.

Essas mesmas unioes cooperantes devem ser nao so nesta area, mas em muitas outras tambem, como a educacao, saude, vias de comunicacao, abastecimentos de aguas e energias, etc. etc.

Tambem reparei na noticia referida, que em Celorico ja deixou de realizar-se a Feira-Mercado, que se realizava quinzenalmente. Ora se essa vila e a "Capital do Queijo", porque e que ja nao se realiza o mercado quinzenal? Se calhar e porque o nao e!!!

Em Fornos de Algodres continua a realizar-se, pelo quem estiver interessado em vender ou comprar queijo, aqui se podera deslocar, todas as segundas e quartas "segundas feiras" durante os meses de Novembro a Maio.

Para os menos entendidos nesta area, tenho que informar que embora a feira continue pelo dia adiante, o "Queijo" negoceia-se de madrugada, normalmente as nove horas da manha, ja essa parte da Feira terminou.

domingo, fevereiro 25, 2007

Mais dinamismo precisa-se!

O meu municipio:http://www.cm-fornosdealgodres.pt que ate foi dos primeiros na nossa regiao, a possuir um sitio na "internet", tem-se ultimamente deixado ficar, mais ou menos parado no tempo. Recentemente renovado e quando se esperava mais dinamismo, este nao acontece e ate parece nada de novo acontece por la. Entretanto sei eu, que ate me encontro uns milhares de quilometros distante, que nao e assim.

Pois este fim de semana realizou-se por la, a XII prova de todo o terreno ; "Rota da Esgalhada". No proximo mes vai realizar-se tambem um outro evento, a que referirei daqui a dias, entretanto o portal do municipio ainda continua na anunciar na pagina principal; a "Festa do Queijo" realizada em Janeiro e outros eventos realizados em Outubro e Novembro do ano passado!!!

Mais dinamismo necessita-se e urgentemente!

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

O beirao "Entrudo" !


Em tempos de Carnaval, quero hoje falar do "Entrudo". Infelizmente (digo eu) o nosso tradicional Entrudo, ja se encontra muito deturpado e, os varios carnavais que se fazem por todo o pais embora conservem algo de tradicional, sao quase uma verdadeira transpantacao das festas brasileiras, que embora lindas e alegres, seriam muito bem escusadas nesta nossa terra.

O nosso pais tem as suas verdadeiras tradicoes carnavalescas, que bem poderiam e deveriam ser revividas, porque sao elas que nos fazem ser diferentes dos outros povos!

Foi portanto com um agrado acrescido, que assisti hoje a uma reportagem, integrada no "Portugal em Directo"; programa da RPT, sobre as festividades do "Enterro do Entrudo" que se realizam hoje pelas ruas da cidade da Guarda, a sede do nosso Distrito.

Neste tempo de globalizacao, sao de louvar iniciativas como esta, que juntaram varios grupos culturais e foram patrocinadas pela edilidade guardense. Foram recriadas tradicoes que tem origem na idade media, onde Gil Vicente foi buscar as raises do nosso teatro e, trazem as novas geracoes e aos naturais de outras regioes, o nosso "Entrudo" que tem muito que ver com a ingenuidade e expontaneadade do povo beirao, com farsas que tem que ver com as actividades e com as gentes, e e genuino do nosso pais.

Nao tenho nada contra os "carnavais abrasileirados", mas um desfile sambistas com trajos reduzidos, no nosso frio do mes de Fevereiro, nota-se logo que nao e natural nem nacional e nao tem nada que ver connosco.

Ja ha algum tempo escrevi, que "temos de ser diferentes para ser-mos referencia", por isso so me resta louvar a camara e as gentes da Guarda, por fazerem renascer o "nosso Entrudo" tradicional.
Tambem e porque sei que o entrudo tambem tem tradicioes, nas "Terras de Algodres", principalmente na antiga vila, mas tambem por toda a regiao. Muito gostaria que as nossas autarquias seguissem o exemplo da cidade mais alta e transformassem a regiao da Serra da Estrela, na referencia nacional do "Entrudo portugues".

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

FORNOS e seus brazoes!


Provavelmente muita gente conhece, o brazao do municipio de Fornos de Algodres, mas o que provavelmente poucos conheceram, o brazao da freguesia, que engloba a totalidade da vila e bem assim a povoacao de Fornos Gare, a parte norte da povoacao da Ponte Nova e uma imensidade de Quintas (infelizmente muitas ja abandonadas).

Entao aqui esta: Neste brazao esta muito bem representada, a provavel origem do toponimo "Fornos" e tambem a geografia e a riqueza da terra!
Na parte superior um cacho de uvas brancas, simbolizando a apetencia agricola e ate viticola desta terra; Ao centro dois fornos de cozedura, havendo os simplistas a dizer que era de "pao", enquanto outros mais coerentes, afirmam que eram de cozedura ceramica ou ate de cal.
Na parte inferior trez cursos de agua: "Rio Mondego", Ribeira da Canharda" e Ribeira de Cortico"; Que sao os cursos de agua que delimitam a freguesia

E e porque este brazao, bem representa a freguesia de Fornos de Algodres, e que eu gostaria de chamar a atencao a quem de direito, para a talvez possivel e ate desejavel, modificacao do brazao concelhio, pois nao ha nele nada, que reflita a origem, a historica, ou os monumentos no nosso municipio.








terça-feira, fevereiro 06, 2007

PLACAS E TOPONIMIA

Ja aqui me referi as placas identificativas e direcionais e, a toponimia algumas vezes, mas vou novamente dedicar-me a este tema, devido a uma conversa que tive ultimamente, com um conterraneo meu.

Devido a encontrar-me longe, mesmo querendo estar devidamente informado, nao consigo estar em cima de todos os problemas, ou das coisas boas que se vao fazendo por la, pelo que muitas vezes dependo da informacao de terceiros.

Ora quando me referi a falta de placas identificadoras da "Serra da Estrela" na nova A25, um amigo meu informou-me tambem, que embora sem ser talvez da responsabilidade da entidade da referida autoestrada. Tambem existe a falta de uma placa informadora no no de Fornos de Algodres, acerca do "Centro de ferias do INATEL", existente neste concelho "Serrano".

Pelo que se alguem com responsabilidade autarquica, poder providenciar a referida placa, creio que seria de muita utilidade e ao mesmo tempo um contributo a economia regional (creio eu).

Ja no que toca a toponimia, tambem ja ha umas quantas entradas atraz me referi, que ja nao e sem tempo, a colocacao de placas toponimicas, nas novas ruas e avenidas da "nossa vila".
Nesta area e se a comissao de toponimia, ( se e que existe) nao tem nomes para dar as arterias da vila, queria sugerir dois nomes.
E para nao dizerem que so louvamos os mortos, estas duas personalidades que estao de alguma forma relacionadas com o nosso municipio, merecem sem duvida uma homenagem em vida.
Sao eles o "Raul Solnado" e a "Eunice Munoz".

Quem dos meus leitores nao concorda comigo?

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Feira anual de S. Braz - Juncais.

Um postal antigo do largo, a volta do qual onde se desenvolve a "Feira de S. Braz".

Embora residindo longe, nao tenho a certeza absoluta, creio ser este domingo, dia 4 de Fevereiro, que se realiza a "Feira anual de S. Braz", em Juncais, concelho de Fornos de Algodres.

Infelizmente nao consegui confirmar esta informacao, no site municipal: http://www.cm-fornosdealgodres.pt. Tambem nao e de admirar, pois raramente e actualizado. (depois admiram-se que outros municipios nos ultrapassem!!!)

No entanto creio nao estar a induzir em erro, nenhum dos possiveis visitantes.
Passo a informar que para alem de feira popular, normalmente existem tendas de artezanato e, muito especialmente as "tascas" que apresentam a iguaria da freguesia "Os peixes do Rio", confecionados de varias maneiras.

Esta sera mais uma oportunidade, para visitarem o municipio de "FORNOS" e muito especialmente esta ridente freguesia.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

A Serra da Estrela e as placas sinalizadoras!!!

Monumento aos Pastores e Queijeiras, em Fornos de Algodres, com a "Serra da Estrela ao fundo.

Ja ha dois dias seguidos, que leio no jornal diario; "Diario XXI", e no semanario; "O Interior" que as gentes do Sabugueiro e do concelho de Seia em geral, se encontram desgostosas e com razao, pela falta de placas sinalizadoras da Serra da Estrela, nas saidas de Viseu e de Celorico, na nova A25.

Concordo plenamente e creio que sao necessarias, pois todos quantos venham do litoral e do Norte, nao tem nenhuma identificacao acerca das melhores saidas para a "Serra".

So estranho em todo este processo, que as pessoas so se preocupem com elas e nao vejam este tema globalmente. Passo a explicar; para alem de entradas menos importantes, a Serra da Estrela tem quatro entradas principais, pela Covilha e por Manteigas, via A23, e por Seia e Gouveia, via A25.

Ora se as gentes de Seia acham que estam prejudicadas, deviam ver esta falta de placas mais globalmente, vendo que se e verdade que serao necessarias placas em Viseu e Celorico, tambem essas mesmas placas sao necessarias em Mangualde e Fornos de Algodres, dando entrada a "Serra" por Gouveia.

Tambem sinto estranheza, em nao ter ainda visto o autarca de Gouveia, reclamar as placas tambem.
Ja tenho neste "blog" falado em cooperacao entre os varios municipios e, principalmente a falta dela, este e mais um caso em que cada um so pensa em si e no seu concelho.
E que triste e tudo isto!!!

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Porque nao, associativismo ou cooperacao?

Um pequeno exemplo de terras ferteis e quase abandonadas, junto a Ribeira das Forcadas!

Porque como ja me chamam "cota", pois ja passei das cinco dezenas de anos, ainda me recordo de ver todos os pedacitos de terra aravel (ou cavavel) cultivados, tambem me lembro dos tempos, em que toda a terra que nao era cultivavel, era florestada, pelo que a minha regiao era das mais verdes do Distrito da Guarda, tanto de inverno como de verao.

Felizmente ou infelizmente, depende do ponto de vista de cada um, nestes ultimos trinta anos tudo mudou. Ja nao e rentavel, devido a escassez e elevado custo da mao de obra, cultivarem-se todas essas terras, coisa que compreendo muito bem.

Tambem entendo que em moldes rentaveis e modernos, muitas das terras outrora cultivadas, nunca mais o seram e a essas, estar-lhes-a reservada a floresta.

Mas o que eu nao entendo nem aceito de bom grado, e ver vales fertilissimos e cheios de agua, ao abandono e sem produzirem absolutamente nada.

Tenho conversado ultimamente bastante com espanhois e principalmente com "galegos" e sei a razao do sucesso da sua agricultura.

Como saberam a Galiza, tal como Portugal e uma regiao montanhosa e onde a terra esta repartida por muitos minifundios, ora qual foi a accao que eles tomaram para rentabilizar a terra?

Foi a associacao e o cooperativismo. Juntaram-se as pessoas de varias aldeias, mediram a terra que cada um possuia, formaram associacoes cooperativas que cultivam as terras com productos rentaveis para cada area, com os mais modernos meios e equipamento. Semeiam, colhem, embalam, transformam e vendem directamente, aos grandes armazens ou superficies comerciais sem haver intermediarios.

Ora uma agricultura nestes moldes e rentavel para toda a gente, porque depois de se contabilizarem as despesas, o lucro e repartido de acordo com a terra que cada um possuiu.

Portanto pergunto agora, porque razao nao fazemos nos o mesmo?
Isto tanto podia e devia ser aplicado na agricultura, como na floresta. Mas nao, somos individualistas demais e preferimos ver "terras de milho e batata" cheias de giestas, enquanto culpamos os varios governos pela nossa pobreza.

Aos governos tanto nacionais como locais, compete dar-nos condicoes de vida como; vias de comunicacao, infraestruturas publicas para uso comum e prover educacao e saude. Todo o resto devia partir da iniciativa individual de cada um, ou da associacao dos varios cidadaos.

Muito gostaria de ainda voltar a ver, as nossas terras ferteis produzir riqueza para todos!

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Repovoacao de aldeias abandonadas! Porque nao?

Uma das casas da aldeia das "Cortes", junto a Vila Cha (d'Algodres). Esta esta assim, as outras estao muito pior!!!



Ja aqui aflorei embora de relance, uma ideia que ate ja nem e nova nem original; que e a repovoacao e reconstrucao de quintas abandonadas.

Hoje vou-me referir ao potencial economico da possivel e ate desejavel, repovoacao das pequenas aldeias abandonadas no meu municipio.

Ate meados do seculo XX ainda eram habitadas tres aldeias minhas conhecidas e circundantes da minha natal; Vila Cha. Eram as aldeias das "Cortes", do "Crasto" e a "Quinta de Mateus", todas elas incorporadas na freguesia e antigo concelho de Figueiro da Granja.

Sabendo eu que existe em varias partes do nosso pais, vontade por parte de cidadaos europeus; Holandeses, Alemaes, etc., vontade para comprar casas e quintas abandonadas, reconstrui-las e habita-las. O que sera que podera impedir o nosso municipio, para publicitar a existencia destas aldeias abandonadas, para uma possivel e desejavel recuperacao e povoamento?

Ao mesmo tempo deve a autarquia, sensibilizar os actuais proprietarios dessas construcoes, muitas delas em ruina extrema, para a sua venda, sempre tendo em conta o preco actual e, nao uma inflacao que podera ser um obice a sua recuperacao.

Qualquer uma destas aldeias mencionadas, se encontram muito perto, (poucos metros) de estradas municipais e nacionais sendo de acesso muito facil, portanto perto de tudo.

Creio que seria uma das maneiras de contrariar a desertificacao, enquanto eram injectados na economia regional fundos tao necessarios. Portanto vamos valer-nos da nova Auto Estrada 25 e tentar inverter a tendencia desertificadora.

Que me dizem a isto?