quarta-feira, maio 31, 2006

TRIBUNAIS COMARCAS E IBECILIDADES

Ja ha tempos se nos tinha constado, que o tribunal da comarca de Fornos de Algodres, se encontrava na lista das que seriam encerradas. Neste caso e a relativamente pequena quantidade de processos (ate parece que vale a pena ser criminal).

Provavelmente tal como no caso das maternidades, nas escolas, nos SAP e outros casos semelhantes, nao valera grande coisa, a nossa indignacao contra mais este ataque as valencias, que nosso Concelho e, todo o interior esta a perder. A obstinacao deste governo e erredutivel.

Tal como o Presidente do nosso municipio, so tenho um desabafo: "Temos que ser muito ricos, para podermos prescindir de um tribunal que ha oito anos custou 4 milhoes de euros!!!"

sábado, maio 27, 2006

RURALIDADE ou URBANIDADE ?

Conseguimos encontrar das directivas governamentais presentes, ideias normativas para a criacao de pequenas comunidades urbanas no nosso interior, em detrimento das aldeias. Um exemplo disso e a construcao de polos educativos basicos, centralizados nas sedes concelhias.
Isto sera no meu fraco entender, acabar de vez com as aldeias rurais, algumas delas ainda com algum futuro.
E verdade que nas aldeias ha poucas criancas, mas transportar todas as que ha, para as sedes concelhias, nao produz nenhum incentivo, para que os seus pais continuem a viver nas aldeias.
Economicamente sera melhor construir um unico polo educativo, do que dois ou tres, mas com esta medida estamos a decretar o fim da ja pouca vida nas nossas aldeias.
Nao advogo a continuacao de escolas com dois ou tres alunos, o que sim creio e a melhor solucao, era o agrupamento de algumas aldeias proximas e a construcao de medios polos educacionais, para obviar a deslocacao de criancas de idades muito tenras, para as nossas vilas e cidades. A assim nao ser, estaram sempre mais prejudicadas, todas aquelas que se encontrem mais longe, das respectivas sedes concelhias.
No nosso interior, muitas das aldeias ate ja tem boas condicoes de habitabilidade: Como redes de agua e saneamento, electrificacoes e vias de comunicacao, mas tudo isso nao fara, com que continuem a viver nelas os casais jovens com filhos, ou na prespectiva de os terem. Pois para alem da notoria falta de trabalhos, nao tem tambem nelas, ou nas proximas, escolas para os seus filhos.
Diram que continuo a bater na mesma tecla, mas nao consigo descortinar quais serao as condicoes de equidade, quando temos alunos que pertencendo a mesma escola, uns tem que se deslocar de dezenas de quilometros e, outros dezenas de metros.

terça-feira, maio 23, 2006

A.D.F.A.

Depois de ter assitido com algum orgulho, ao desempenho mais o menos razoavel do clube da minha terra, na terceira divisao de futebol, e com magoa que o vejo novamente voltar ao campeonato distrital.
Sei que nao deve ser nada facil, para um municipio com cerca de seis mil habitantes, manter o club na terceira divisao nacional, sabendo eu que muitas cidades nao os tem, mas era o pouco que nos restava, para nos dar algum pouco de alto-estima.
Emfim voltaram a baixar, depois de no ano transacto terem subido com uma carreira invejavel.
Como dizia um jornalista da cidade mais alta a dois anos: "ate o Fornos do nosso contentamento" pois, nas ultimas duas decadas, tem sido o club mais representativo, no ainda distrito da Guarda.
Perdeu Fornos de Algodres, perdeu o distrito e perdeu o interior.
Ate no futebol estamos cada vez mais desertificados!!!

sábado, maio 20, 2006

TALVEZ

Talvez como alguns dizem, a oposicao esteja a ser demagogica, talvez os autarcas so estejam a olhar para o seu umbigo, Talvez o senhor ministro da saude tenha razao. Mas se nao e puro economissismo, se nao ha nenhum poderoso lobi dos medicos por detras desta decisao, Porque e que o senhor ministro nao explicou, o fundamento das suas decisoes "tecnicas", aqueles que vao ser por elas afectados. Os portugueses nao sao tao estupidos, nem insensiveis as razoes bem fundamentadas.
Acontece que nesta coisa do encerramento das maternidades, deveriam primeiro equipar os varios centros de saude, com meios eficientes e eficazes de transporte de futuras maes, com acompanhamento profissional, para nao por em jogo a saude delas e dos futuros filhos e, so depois, partir para o encerramento de algumas maternidades, tendo sempre em conta as distancias e, nao unicamente o numero de partos.
Como em tudo o que normalmente se faz por ca, comeca-se sempre por cima e seja o que deus quizer, porque a ser como se propoe, ainda veremos muitas vezes os bombeiros a servir de parteira, e depois quero que me diga o senhor ministro, que dessa forma nao se poem em risco a vidas das pessoas.

quarta-feira, maio 17, 2006

COLONIZACOES E MANIFESTACOES

AQUI d'ALGODRES


Sendo eu tambem imigrante em pais alheio, nao poderia nunca estar contra a imigracao, no entanto continuo convencido, que em vez de se promover a colonizacao de Vila de Rei ou outra qualquer terra portuguesa, por gente de fora, deveria primeiramente ser promovida a deslocacao de portugueses, ou de outros imigrantes ja residentes em Portugal.
Ainda recentemente um ou varios concelhos Transmontanos, foram censurados e ate ameacados de esbulhamento de fundos, quando tentaram ou deram incentivos, para a fixacao de casais jovens.
Nessa altura parece que caiu o Carmo e a Trindade, agora um tema semelhante, ate mereceu destaque no canal publico da televisao.
A minha conviccao e que no fundo, nao ha nada de errado com esta vinda de colonos brasileiros, o que esta errada e a politica de falta de ajudas reais, para que os naturais dos concelhos do interior, o nao abandonem e, a inesistencia da tao falada coesao nacional, que contribua para o regresso de alguns.
Estes tempos sao entretanto, de cortes e, esbulho das poucas regalias, que o interior ainda tinha direito, pelo que embora sendo literalmente contra, nao me admiro, que grupelhos como o que recentemente se manifestou em Vila de Rei, usem a demagogia para se revoltarem contra esta situacao.
Para estes so queria fazer uma pergunta: quantos daqueles que se manifestaram, estavam interessados a mudarem-se para uma Vila de Rei qualquer, com as ajudas prometidas a estes imigrantes?

sexta-feira, maio 12, 2006

AQUI d'ALGODRES

AQUI d'ALGODRES

NACIONALISTAS BACOCOS

De acordo com o governo, pela boca de um ou mais ministros, todos como eu defendemos, a continuacao de valencias no interior, somos "nacionalistas bacocos".
Pela minha parte, prefiro ser "nacionalista bacoco", do que vendilhao de patrias.
Ja agora uma pergunta ao comunistoide Mario Lino, desde quando Portugal tem uma historia e lingua comum com Espanha?
Que eu saiba, so tivemos essa historia comum por sessenta anos e, parece que nao nos demos muito bem, Quanto a lingua se ela e comum porque razao os "castelhano-parlantes" nao nos entendem?
A ele e que eu nao entendo bem, mas deve ser pelo facto de ser "Iberista" (ele).

quarta-feira, maio 10, 2006

AQUI d'ALGODRES

AQUI d'ALGODRES


NOVOS COLONOS OU POVOADORES

Muito se tem falado ultimamente, ate ja foi tema no programa "Pros e Contras" da RPT, das novas colonizacoes, neste caso focando muito mais as familias brasileiras, que tem vindo e, continuaram a vir para Vila de Rei e, resultando viram para outros concelhos, do nosso "interior" cada vez mais desertificado.
Nao sou contrario a vinda de imigrantes para o nosso pais, pois eles como eu tambem, vao buscar a pais estranho, aquilo que a patria mae lhes nao deu.
O que me choca mais e, isto passa-se com uma grande maioria dos brasileiros, e o facto de virem para Portugal, com a intencao de usar a nossa terra como trampolin, para seguirem para o resto da Europa. (e so ver o exemplo do futebol)
Espero enganar-me e que estes imigrantes, que vem para Vila de Rei, fiquem por la, que sejam honestos e que contribuam tanto para o nosso pais e, para aquele concelho, como a grande maioria dos imigrantes portugueses, tem contribuido para os paises onde se radicaram.
Creio que estes novos colonos, vem com subsidios de fundos publicos, entao eu so queria fazer uma pergunta: Porque razao se nao utilizam esses fundos, para dar incentivos a que gente portuguesa, ou nao, que vivendo junto ao litoral, tantas vezes nao tem trabalho, vivem em condicoes deploraveis e com condicoes melhores, se poderiam mudar para o interior.
Talvez ninguem se quizesse deslocar, mas valia apena tentar, pois dentro de meio milhao de desempregados, provavelmente facilmente se encontrariam 60 familias, para aquele concelho beirao.
Ou sera que os governantes desta triste nacao, lhes interessa mais promover a imigracao, que ja vai em meio milhao so de legais, em vez de arranjar solucoes para os naturais?
Nesta lista de ajudas poderiam e deveriam estar incluidas, as gentes que ainda vivendo no interior, tem tendencia por falta de trabalhos, e por outras razoes, que este governo continua a criar, a deixa-lo brevemente.

sábado, abril 29, 2006

AGORA ATE OS FOGUETES???

Nao ha duvida, que o governo presidido pela socratissima pessoa, esta decidido a eliminar, tudo o que ainda da alguma vida as aldeias do interior.
Nem necessito de nomear tudo o que nos querem tirar, mas a juntar a tudo isso, agora ate os foguetes, que dao vida as festas anuais das nossas aldeias, vao estar proibidos!
Isto e que e competencia, como nao conseguiram resolver, o problema dos fogos florestais e nao so, no verao passado e, para mostrar servico, toca a decretar a proibicao de entre outras coisas, tambem os foguetes nos meses de verao.
Eu so gostava que algum desses inteligentissimos ministros me explicasse quais e quantos foram os incendios, iniciados por foguetes, no verao, ou nos veroes passados. Tanto quanto sei, (e sei bem) os foguetes sao deitados dentro das localidades e os incendios comecam nas florestas, ou no mato, normalmente longe destas.
O dignissimo senhor engenheiro, que nasceu em Tras-os-Montes e, foi criado na Covilha, ate parece que nunca foi a nenhuma festa popular, daquelas que se fazem nas nossas aldeias. Bem sei que as festas se podem fazer sem foguetes, mas nunca mais teram o mesmo gosto popular. Tambem nao acharam nenhuma graca, neste triste interior, que esta a perder os poucos trabalhos que tem, aqueles que perderem mais uns quantos postos de trabalho, devido a esta luminosa ideia.
Sejamos serios, senhores burocratas de meis tijela, tratem de apanhar os incendiarios, deem-lhes castigos severos e exemplares, ponham gente a vigiar a floresta a serio, ataquem os incendios devidamente quando eles se iniciam, deem aos bombeiros meios modernos e em quantidade e, nao estejam a brincar as legislacoes.
Deixem as nossas aldeias, fazer o que ainda lhes da um pouco de vida no verao, que sao as festas com os respectivos foguetes, como sempre aconteceu e, ponham mas e os olhos nas florestas, que e ai que se iniciam os incendios.

quarta-feira, abril 19, 2006

UM EXEMPLO A SEGUIR

A haver alguma virtude na criacao da Comunidade das Beiras, por parte de alguns concelhos do Distrito da Guarda e Castelo Branco, foi o facto de ter sido decidido, que a centralizacao dos orgaos dequele ja defunto organismo, ficariam situados nos mais pequenos municipios integrantes.

Ja se sabe que e suposta "regionalizao", criando as Grandes Areas Metropolitanas e as Comunidades Urbanas, nao vai vigorar. Pelo que o que eu sugeria aos autarcas, que vao constituir a futura Regiao da Beira ou do Centro, era que olhassem para este exemplo e ver, se nao faria sentido usar o mesmo criterio, deslocando os servicos, pelos mais pequenos concelhos, da futura regiao.

Talvez com isso se consegui-se estancar ou ate reverter, o despovoamento das nossas gentes do interior beirao, para o ja tao povoado litoral. Talvez por ser tao simples e evidente, esta medida nao ira ser implementada, no entanto aqui fica um exemplo a seguir.

sábado, abril 15, 2006

TAMBEM OS INTERCIDADES???

Quase sempre quando ha fumo e porque ha fogo, por isso estou estupefacto, com a ultima noticia referente a nossa regiao, que a ser verdade vem mais ainda contribuir para o distanciamento, literal e nao so, da nossa Beira para com litoral. Estou a referir-me a possivel extincao dos Comboios Intercidades, nas linhas da Beira Alta e Baixa.
Depois dos previstos encerramentos de Maternidades, Tribunais, dos SAP nos Centros de Saude, de centenas de escolas, de postos de Policia, estacoes de Correio, etc, so nos faltava mais esta.
Queria que os iluminados da capital, me explicassem qual e o seu conceito de servico publico, ou sera que esse servico e so para as areas metropolitanas?
Se vamos extinguir todos os servicos que nao sao rentaveis, teriamos que encerrar quase todo o pais, ou nao?
Nao seria melhor que os ilustrados da CP, arrumassem a casa extinguindo sim essa quantidade enorme de parasitas de chorudos salarios sem mais valias, e proporcionassem era um melhor servico, promovendo um maior uso do comboio, que e comprovadamente menos poluidor que os automoveis?
Ca fico a espera das declaracoes dos ministros deste (des)governo, mas muito especialmente das dos eleitos pela nossa regiao (se e que vao picar o ponto, nesta materia), enquanto faco votos de que deste fumo nao sai-a fogo nenhum.

quinta-feira, abril 13, 2006

DESCENTRALIZACAO ou CONCENTRACAO

Enquanto o governo anunciou em grandes parangonas, a suposta descentralizacao de servicos do estado para as cinco regioes plano, prepara-se para encerrar e centralizar varios servicos, ate agora existentes nas varias vilas e cidades deste pais, para outras localidades, criando com essas medidas novas centralidades.

Ora digam-me entao, sera que justificam medidas deste genero, sabendo que com elas o cidadao ira ficar mais mal servido? Eu creio que nao e, se e verdade que e necessario uma melhor gestao, do dinheiro dos nossos impostos, deveriam isso sim era comecar a geri-lo melhor, comecando pelos proprios membros do governo.
Pois enquanto se vai pela area de poupanca, de uns quantos funcionarios normalmente ganhando salarios medios, continua-se a criar e nomear postos de alta chefia, esses sim a ganhar salarios enormes.

Mas o que mais me choca, e que com as ja anunciadas medidas, quem mais vai sofrer sao as gentes do interior sub-desenvolvido e, que com estas medidas sao muitissimo mais afectados. Nunca poderei estar a favor de uma descentralizacao ou regionalizacao, em que as pessoas fiquem com os servicos mais longe do que os tinham ate aqui.

quinta-feira, abril 06, 2006

REGIOES COM SAIDA AO MAR

Creio que uma das razoes, porque alguma gente e renitente a regionalizacao, tem muito que ver com o receio, de que areas ja em si subdesenvolvidas e abandonadas, continuem a ficar subjugadas as outras ja desenvolvidas, normalmente do litoral, contribuindo com isso para que aquelas, continuem cada vez mais pobres e esquecidas.
Podemos aperceber-nos desses receios, por parte das gentes da chamada "Beira Interior", de Tras-os-Montes e ate do Minho.
Ja outras vezes afirmei, que uma das maneiras de atenuar esses receios, pode (e em meu ver deve) ser a descentralizacao de servicos, para algumas das cidades e vilas mais pequenas e pobres. Com isso nao so criariamos oportunidades de desenvolvimento, como iriamos mostrar uma solidariedade para com essas terras. Ao mesmo tempo elimar-se-iam pequenas rivalidades entre as maiores cidades regionais, que para continuarem a desenvolver-se nao necessitam desses servicos, pois ja possuem muitos outros que o desenvolvimento potenciaram.
Em tudo deve imperar o sentido comum e, eu estou convicto, de que se esta medida for implementada, ira gerar uma maior adesao ao processo descentralizador, sempre e quando tambem se concretizem regioes de media dimensao, mas em que em todas elas haja uma saida ao mar.
Creio tambem que se forem criadas, pequenas (em dimensao) regioes metropolitanas no Porto e em Lisboa, muito contribuiram para o esbatimento dos receios regionalistas ou descentralizadores.

terça-feira, março 28, 2006

MATERNIDADES & OUTRAS COISAS

Ja ha tempos que me quer parecer, que o nosso PM esta a tentar vender (ou ja vendeu) o nosso Portugal(zito) a "los espanoles". Mas agora quando se decide encerrar a maternidade de Elvas, e por as senhoras daquele concelho e arredores, a "parir" em Badajos, coisa que nem lembrava ao diabo, vem dar razao as meus pensamentos. Devemos estar mesmo mal de financas e, ou, nao ter-se mesmo nenhum amor proprio, para por-mos os nossos filhos a nascer em pais alheio.
Elvas nao e capital de distrito mas tomar essa decisao, so indicia que em territorio nacional nao existe outra maternidade relativamente perto, o que por si so justificaria a continuacao.
Mas tambem entre nos, existem varios iluminados, que advogam o encerramento da maternidade da Guarda, e por as mulheres do distrito a cumprir a missao "parideira", no de Castelo Branco.
Desta vez talvez ainda escape, porque as clientelas partidarias ainda parece terem alguma influencia, mas vamos pondo as nossas barbas de molho, porque os senhores doctores talvez prefiram viver em Coimbra, que tem temperatura mais amena. E como este (des)governo talvez deseje e satisfazer o importante lobi dos medicos entre outros, e como o interior ja tem tampouco, ha que tirar-lhe o que resta.
Isto e realmente a evolucao no seu melhor e, o verdadeiro desenvolvimento do interior.
Nao tera vergonha esse "cavalheiro" em ainda vir votar a Covilha?

sábado, março 25, 2006

GOVERNADORES CIVIS

Afinal ainda nao e desta, que vao ser extintos os governadores civis, primeiro porque a constituicao tal como esta, nao o permite e, segundo porque tambem nao interessa, extingir 13 lugares de nomeacao governamental(queria dizer partidaria) e seus acessores.
Se o problema fosse so a constituicao, talvez fosse facil a resolucao do problema, bastava um acordo com os partidos da oposicao, para a modificacao desse artigo, mas a mim parece-me mais que nem este governo, nem outros, estaram interessados em perder, mais estes postos de nomeacao, pois a faze-lo nao podem satisfazer os apetites politicos regionais (quero dizer distritais).
Enquanto andamos para traz e para a frente como o caraguejo, que e o que os (des)governos tem andado a fazer, vamos continuando a perder oportunidades de desenvolvimento, para gozo e prazer (economico) dos nossos vizinhos espanhois.
Mas parece que para os socialistas, o mais importante e o aborto e, o seu referendo. Uns bons abortos me sairam alguns ministros, secretarios de estado, adjuntos, acessores, etc, etc.
Se realmente querem descentralizar, regionalizar, ou chamen-lhe outra coisa qualquer, ha que comecar por baixo, pois as casas nao se constroem a partir do telhado. Facam o trabalho de casa e, entao sem grandes parangonas (so para impressionar) realizem uma verdadeira, descentralizacao de poderes e competencias.

quinta-feira, março 23, 2006

NAO A NOVAS CENTRALIDADES

Gostei de ouvir o engenheiro Socrates, afirmar que a descentralizacao (ou regionalizacao) nao iria criar novas centralidades regionais. Pareceu-me honesto quando fez essa afirmacao, no entanto devemos sempre levar em consideracao, que uma coisa sera a vontade do primeiro ministro, outra muito diferente e o poder dos lobis, eleitorais ou nao.
Aqui deste meu cantinho regional, fico a favor votos que essa vontade expressa, seja materializada na pratica politica. Creio que todos teriamos muito a ganhar, com essas medidas descentralizadoras. Mas como quando a esmola e grande ate o santo desconfia, aqui d'Algodres ficamos atentos ao desenrolar dos acontecimentos.

sábado, março 18, 2006

A REGIAO DA BEIRA (ou BEIRAS ou CENTRO)

Parece que o sentido comum comecou a imperar, para os senhores que nos governam e, que vamos brevemente ver nascer, a grande regiao que eu sempre advoguei. Pelo que ouvi na comunicacao social, essa regiao abrangera o que mais ou menos, o outrora foi a Provincia da Beira. Nem importa muito o nome que lhe ponham, o que importa isso sim, e que comecam (tardimente em minha opiniao) a descentralizar servicos e competencias.

So gostaria e que os nossos governantes, acabassem com as rivalidades, entre as cidades medias que outrora foram capitais de distrito e, deslocassem os varios servicos para as pequenas vilas e cidades e, assim contribuissem para o seu desenvolvimento.

Isso sim seria contribuir para estancar a desertificacao acentuada, e fazer algo pelo interior esquecido do nosso pais. Tambem podera esta ideia servir nao so para a nossa regiao mas para todas elas.

sexta-feira, março 10, 2006

PARA QUE SERVIRA A NOVA A25?

Sempre advoguei boas vias de comunicacao para a minha terra, pois achava que serviam para criar melhores motivos, para outros podessem interessar-se por nos, ja que infelizmente os meus conterraneos (os que puderam) ja ha muito, perderam o interesse por ela.
Felizmente Fornos foi servida desde cedo, por estradas principais, tambem teve a dita, de se encontrar na rota do caminho de ferro da Beira Alta, no entanto e para alem de ter condicoes que outras terras nao tiveram, nunca disso tera tirado grandes proveitos.
Creio que a razao podera ser encontrada em nos proprios. O facto de ser desde epocas bastante recuadas, terra de gente aristocratica tambem tera sido, uma das razoes da falta de progresso. Para alem da agricultura e, ate nisso nunca fomos inovadores, deixamos passar ao lado todas as oportunidades de desenvolvimento, muito principalmente nos anos seguintes a revolucao, ao deixar-mos no executivo camarario, gente que em nada contribuiu para o nosso desenvolvimento, muito pelo contrario.
Embora inevitavelmente (e ja muito tarde) la nos livramos dessas benditas personalidades, mas foi ja tarde de mais. Perdemos literalmente o comboio do progresso, e ate o Intercidades.
Creio que a nova Autoestrada 25, herdeira do IP5, so ira servir (e tanto queria enganar-me) para que os meus conterraneos, mais depressa possam continuar deslocalizar-se, quer para o litoral quer para a Europa, pela gritante falta de trabalhos no nosso concelho.

segunda-feira, março 06, 2006

QUEREM ESVAZIAR-NOS DE TUDO

Parece que concelhos pequenos como o nosso, nao vao ter direito a ter nada, a dar credito ao que se tem ouvido e lido.
Vao extinguir-se as comarcas, encerram-se os servicos de atendimento permanente dos centros de saude, encerram-se escolas e jardins de infancia, etc, etc...
Para alem de se pretender poupar dinheiro, para ser investido em OTAs e TGVs, ou pior ainda para ser desviado (queria dizer roubado) pelos politicos e seus apaniguados, nao consigo descortinar que tipo de desenvolvimento, querem proporcionar com estas medidas, os iluminados de Lisboa, ao nosso interior ja em si subdesenvolvido e abandonado.
O que nos carecemos e de postos de trabalho, para estancar e ate reverter a desesperada fuga das nossas gentes para o litoral e estrangeiro, e, nao e com medidas deste genero que se contribuiu para que estes postos de trabalho sejam criados, muito pelo contrario.
Qual e a empresa que se decide localizar em vilas como a nossa, que para alem da falta de outros motivos de interesse, ate lhe faltam os servicos basicos?
Provavelmente estarei a pregar no deserto, mas nao me calarei, contra estas e outras injusticas que estao prestes a cometer-se contra a nossa abandonada Beira.
Parece caros autarcas que o esforco desenvolvivo, em dotar as nosssas vilas e aldeias do que estavam carentes, (e em algumas areas ate estam melhores que outras do litoral) nao vai dar resultados, porque os nossos (des)governantes por mais que possam dizer o contrario, continuam com accoes a demonstrar, que para eles: Portugal e Lisboa e arredores, ou seja, onde nao houver mar e "mato", como outrora se dizia em Africa.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

ENCERRAMENTO DAS ESCOLAS OU A EXTINCAO DAS ALDEIAS

Muito se tem escrito e falado, sobre o encerramento das escolas das nossas aldeias, comecaram ha uns anos, com o encerramento das que tivessem menos que 5 alunos, a seguir passaram a ser as que tinham menos de 10, agora ja sao as que tem menos que 20. Qual sera a proxima meta? 50 ou, 100 alunos?

Bem sei que nao e rentavel nem recomendavel, a manutencao de uma escola com 5 alunos ou menos, ja o mesmo nao direi de escolas com 10 ou 20 alunos. Tambem concordo que todos os alunos merecem as mesmas oportunidades, de ensino, de desporto e, de todas as valencias educacionais.

Pelo que em lugar de encerramento puro e simples e por consequencia o transporte dos alunos dessas aldeias para as sedes concelhias, com todos os gastos e perigos dai decorrentes, o que advogo e sim a construcao ou adaptacao de polos educacionais, mais ou menos centralizados agrupando varias aldeias vizinhas.

Seria uma maneira menos centralizadora, que poderia fazer com que a vida juvenil continuasse pelo menos em algumas das nossas aldeias. No nosso concelho de Fornos nem seria muito dificil devido a relativa proximidade das nossas aldeias.